“CANTOU O ALVARÁ”: STJ revoga liberdade de Oruam após 28 violações na tornozeleira e aponta “risco à ordem pública”

Ministro não engoliu desculpa de "falha na bateria" e determinou o retorno imediato do rapper à prisão. O músico, acusado de sete crimes incluindo tráfico e tentativa de homicídio contra policiais, pode ser preso a qualquer momento.

A breve temporada de liberdade do rapper Oruam (Mauro Davi dos Santos Nepomuceno) chegou ao fim. Nesta segunda-feira (2), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu dar um basta no descumprimento reiterado de ordens judiciais e revogou a liminar do habeas corpus que mantinha o músico fora das grades.

A decisão abre caminho imediato para o retorno de Oruam à prisão. Um ofício já foi enviado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e um novo mandado de prisão pode ser cumprido nas próximas horas.

Deboche com a Justiça: 28 interrupções em 43 dias

Oruam havia sido solto em setembro de 2025, sob a condição de cumprir medidas cautelares rigorosas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno. No entanto, o que se viu foi um verdadeiro “deboche” com as determinações da Corte.

Segundo o relatório do ministro Joel Ilan Paciornik, em um curto período de 43 dias, o dispositivo eletrônico do rapper registrou impressionantes 28 interrupções. Coincidentemente, a maioria dessas “falhas” ocorria justamente durante a noite e nos finais de semana, horários em que ele deveria estar recolhido em casa.

“Risco à Ordem Pública”

A defesa de Oruam tentou justificar as violações alegando “falhas de carregamento da bateria” da tornozeleira. O ministro relator, no entanto, não aceitou a narrativa.

Para Paciornik, a conduta repetitiva do músico demonstra uma total “falta de comprometimento com decisões judiciais” e representa um claro “risco à ordem pública”. O ministro destacou que a retomada da prisão preventiva é fundamental não apenas para garantir o andamento do processo penal, mas para preservar a própria credibilidade do Poder Judiciário, que não pode ser desmoralizado por descumprimentos seriais.

A Ficha Corrida

Oruam não responde por crimes leves. Ele foi preso originalmente em julho de 2025 sob uma extensa lista de sete acusações: tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.

Posteriormente, a situação do rapper se agravou ainda mais com uma denúncia por tentativa de homicídio contra policiais, ligada aos mesmos episódios que motivaram sua prisão inicial. Agora, sem o habeas corpus, ele deverá aguardar o julgamento dessas acusações atrás das grades.

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