
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) admitiu a possibilidade de trocar de legenda e migrar para o Partido dos Trabalhadores (PT) em 2027. A declaração ocorre em meio a uma crise interna após o PSOL não atingir a cláusula de barreira nas eleições de 2026, cenário que levantou questionamentos sobre as estratégias adotadas pela legenda.
Reeleita com cerca de 1,5 milhão de votos, Erika Hilton consolidou-se como a terceira candidata mais votada do país para a Câmara dos Deputados e o principal nome da esquerda no pleito. No entanto, seu sucesso individual contrastou com o recuo nacional do seu partido.
Críticas à gestão partidária A parlamentar criticou abertamente a forma como o PSOL distribuiu seus recursos durante a campanha. Segundo Hilton, o partido “passou, inclusive, a financiar candidaturas, com recursos muito altos, com baixo potencial eleitoral, quando deixou de cobrir outras candidaturas que tinham potencial”.
Após o desempenho do PSOL nas urnas, a deputada confirmou que já teve conversas com o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ela foi direta sobre o seu futuro político: “Eu acho que mudaria de partido se houver a necessidade”.
Redes sociais e mobilização Ainda em sua análise sobre o cenário eleitoral, Erika Hilton reconheceu pontos em comum com deputados do campo oposto, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), os dois parlamentares mais votados do Brasil. Embora representem visões políticas antagônicas, a deputada destacou que o trio compartilha a habilidade de dominar os canais digitais e as redes sociais para mobilizar e engajar o público com eficiência.
