
A máscara da “ética petista” caiu mais uma vez. O escândalo do Banco Master, que envolve um rombo estimado em R$ 40 bilhões, não é apenas uma crise financeira; é um caso de polícia que bate à porta do Palácio do Planalto. Informações que emergem de Brasília revelam que o núcleo duro do governo Lula não apenas conhecia, mas operava em favor dos interesses de Daniel Vorcaro, o controlador da instituição.
As conexões são diretas e envolvem os nomes mais poderosos do PT: Guido Mantega, Ricardo Lewandowski e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) aparece como a peça-chave dessa engrenagem. O líder do governo admitiu ter sido o “indicador” de Ricardo Lewandowski para o Banco Master. Segundo o próprio Wagner, a direção do banco o consultou em busca de um “bom jurista” após a aposentadoria de Lewandowski no STF.
Mas a atuação de Wagner não parou por aí. Relatos apontam que o senador também foi o braço forte que cavou uma vaga para Guido Mantega no banco, com um salário astronômico de R$ 1 milhão por mês, logo após o mercado barrar a indicação do ex-ministro para a Vale.
Guido Mantega não recebia um milhão por mês apenas por seus “belos olhos”. Sua função era clara: pavimentar o caminho político para que o BRB (Banco de Brasília) adquirisse o Master uma operação que cheira a queima de dinheiro público.
Mantega organizou reuniões no Palácio do Planalto que não constavam nas agendas oficiais. Em dezembro de 2024, ele teria levado o banqueiro Daniel Vorcaro para um encontro “extraoficial” com o presidente Lula, acompanhado de ministros como Rui Costa e Alexandre Silveira.
Enquanto isso, o atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também lucrava no ninho do Master. Seu escritório de advocacia (hoje tocado por seus filhos) teria recebido cerca de R$ 6,5 milhões do banco. O detalhe que choca: os pagamentos continuaram mesmo após Lewandowski assumir a pasta da Justiça em 2024, totalizando mais de R$ 5 milhões recebidos enquanto ele já era autoridade máxima da segurança pública no país.
O contraste é vergonhoso. Recentemente, em Maceió, Lula atacou o dono do banco, chamando-o de “golpista” e afirmando que falta “vergonha na cara” de quem o defende. Onde estava essa indignação quando seus ministros e assessores diretos ajeitavam agendas secretas e recebiam consultorias milionárias do mesmo banqueiro?
A crise do Master prova que o “presidencialismo de coalizão” do PT continua sendo um balcão de negócios onde o povo paga a conta e os amigos do rei saem de bolso cheio.
