
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), parece viver em um estado paralelo ao da população que o elegeu. Em uma recente entrevista, o chefe do executivo estadual disparou uma afirmação que chocou quem conhece a realidade dos hospitais públicos baianos: segundo ele, “não tem Fila de Regulação em casos graves”.
A declaração tenta sustentar uma narrativa de “vaga zero” para cirurgias de emergência, sugerindo que o sistema de regulação da Bahia tristemente conhecido como a “fila da morte” seria eficiente para quem mais precisa. No entanto, o que se vê nas redes sociais e nos noticiários locais é o exato oposto: um rastro de desespero de famílias que imploram por uma transferência que nunca chega.
A fala do governador ignora o colapso estrutural da saúde pública no estado sob a hegemonia petista. Enquanto Jerônimo afirma que a regulação não é um obstáculo para casos urgentes, a realidade das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Salvador e no interior mostra:
Para a oposição e para os profissionais de saúde, a declaração de Jerônimo é vista como uma peça de marketing cruel. Ao negar a existência da fila para casos graves, o governo tenta se eximir da responsabilidade pelas mortes evitáveis que ocorrem devido à falta de leitos e à má gestão logística do sistema.
“Dizer que não há fila para casos graves é um deboche com quem está na porta de um hospital chorando por um pai ou uma mãe. O governador governa no papel, enquanto o povo morre na vida real”, afirma a bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
A tentativa de suavizar a crise da saúde através de falas desconectadas da realidade é uma marca da atual gestão. Enquanto o “mapa da fantasia” do governo mostra um sistema eficiente, o baiano continua refém de um sistema de regulação que escolhe quem vive e quem morre baseado na disponibilidade de vagas que o próprio governador diz não ser um problema.
