
A transparência, que seria o pilar do “novo Brasil”, parece ter ficado apenas no papel de propaganda. Dados oficiais da Controladoria-Geral da União (CGU) mostram que, entre janeiro de 2023 e o final de 2024, o governo Lula acumulou 3.233 negativas de acesso à informação baseadas na proteção de “dados pessoais”. Somente em 2024, o índice de rejeição de pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) subiu para 8,2%, superando os anos anteriores.
Se antes o alvo das críticas era o cartão de vacina, hoje a lista de segredos é extensa e variada. Sob o argumento de “intimidade e vida privada”, o governo colocou cadeados em informações que deveriam ser de interesse público:
Durante a eleição, Lula afirmou repetidamente que “sigilo era coisa de quem tinha algo a esconder”. No entanto, ao assumir a caneta, a prática de usar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) como escudo para evitar o escrutínio público tornou-se regra.
O cenário para 2026 começou ainda mais fechado: levantamentos de janeiro apontam que cerca de 30 mil pedidos via LAI ficaram sem resposta ou foram negados com justificativas genéricas. Além disso, em apenas um lote recente, 77 pedidos de informação receberam o carimbo de 100 anos de sigilo, contrariando o discurso de que essa prática seria extinta.
Para o Sem Censura TV, o fato é um só: o governo que prometeu abrir as janelas do Planalto está, na verdade, trocando as cortinas por persianas de aço. Quando o cidadão pergunta “quem visitou?”, “quanto custou?” ou “quem viajou?”, a resposta padrão tem sido o silêncio ou o sigilo.
A democracia exige luz sobre os gastos e atos de quem detém o poder. Sem isso, a transparência vira apenas uma palavra bonita para ganhar voto.
