
A transparência no coração do Poder Executivo virou alvo de artilharia pesada nesta semana. O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) protocolou um requerimento de informações direcionado ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. O objetivo? Trazer luz a uma reunião ocorrida no dia 4 de dezembro de 2024, que simplesmente não existiu para os registros oficiais do Palácio do Planalto.
O encontro, que agora está sob o escrutínio da oposição, contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do empresário Daniel Vorcaro (controlador do Banco Master) e do ex-ministro Guido Mantega.
A existência dessa “agenda paralela” levantou suspeitas imediatas sobre o que estaria sendo negociado longe dos olhos do público e dos órgãos de controle.
Chrisóstomo não economizou nos questionamentos e encaminhou dez indagações diretas a Rui Costa. Entre os principais pontos de cobrança estão:
“Quando o Chefe do Estado recebe um controlador de banco fora do escrutínio público, cria-se uma assimetria de informação que beneficia um ente privado em detrimento de seus concorrentes”, argumenta o deputado na justificativa do pedido.
O parlamentar sustenta que a prática fere de morte o princípio da impessoalidade e da publicidade, pilares da Constituição Federal. Chrisóstomo vai além e alerta: a recusa em prestar essas informações ou o envio de dados que não correspondam à verdade pode configurar crime de responsabilidade por parte do ministro Rui Costa.
Para a oposição, esse tipo de “agenda paralela” envolvendo o sistema bancário não é apenas um deslize administrativo, mas um potencial ato de improbidade administrativa que coloca o interesse privado acima do mercado e do cidadão.
