
O STF abriu licitação de quase R$ 250 mil reais para contratar uma empresa que vai vigiar, em tempo real, cada postagem dos brasileiros que critique o tribunal nas redes sociais. Não é teoria da conspiração. É edital oficial! A Suprema Corte quer monitorar opiniões, mapear influenciadores e rastrear o que o brasileiro pensa. O objetivo? Identificar quem se posiciona contra as ações dos ministros.

Segundo o documento, a empresa contratada deve entregar, no mínimo, 30 alertas diários, podendo chegar ao aporte de 300 em um mesmo dia. Esses alertas devem conter informações com data e horário da publicação, texto da postagem, número de curtidas e classificação do “sentimento” do post: se é positivo, negativo ou neutro.
Nos relatórios mensais, ainda são exigidos o “levantamento dos principais formadores de opinião nas redes sociais, que debatem sobre assuntos referentes à Corte, com análise, influência e capacidade de repercussão”.

Isso atropela a Constituição. Onde fica a liberdade de expressão? No sistema democrático, o juiz deve ser imparcial, mas no Brasil o STF tem sido investigador, vítima, promotor e juiz. É o uso da máquina pública para perseguir opositores e intimidar o cidadão comum.
Enquanto o Brasil sofre com a insegurança e hospitais sucateados, milhares de reais do imposto do brasileiro serão usados para criar uma polícia do pensamento digital. É a institucionalização do medo: se você criticar, será monitorado. Criticar autoridades é um direito fundamental, não um crime. Quem vai guardar a nossa liberdade se o próprio guardião da Constituição resolve nos vigiar?
