Anistia Já! Por que Grandes Partidos de “Centro” Ainda se Calam Diante das Prisões Políticas?

Opinião e Análise – Por Gabriel Bandarra 26 de Janeiro de 2026

O sucesso avassalador da “Caminhada pela Liberdade”, liderada pelo deputado Nikolas Ferreira, deixou uma pergunta ecoando pelos corredores de Brasília e pelas ruas da Bahia: onde estão os “aliados” da direita na hora de colocar o pé na estrada — ou ao menos a cara no sol — pelas liberdades individuais?

Enquanto milhares de brasileiros ignoraram o sistema e marcharam 240 km sob chuva e sol contra a prisão de Jair Bolsonaro e para exigir anistia aos presos do 8 de janeiro, grandes caciques de partidos que se dizem de “oposição” parecem mais preocupados em calcular o vento do que em defender princípios. É o momento de separar o joio do trigo.

O Medo de “Se Sujar” com o Povo

A caminhada que culminou ontem (25) na Praça do Cruzeiro não foi apenas um teste físico; foi um teste de caráter político. O silêncio ensurdecedor de figuras que controlam o chamado “Centrão” na Bahia e no Brasil revela uma estratégia perversa: eles querem os votos da direita, mas têm pavor de enfrentar o establishment judiciário e o Palácio do Planalto.

Na Bahia, o cenário é sintomático. Lideranças que buscam o apoio conservador para 2026, como o grupo em torno de ACM Neto (União Brasil), mantêm uma postura de “conveniência”. Embora suas bancadas votem a favor da urgência da anistia quando a pressão aperta, o discurso público é morno, esquivo e, muitas vezes, inexistente.

Pragmáticos ou Oportunistas?

O projeto de anistia não é apenas sobre o perdão; é sobre o restabelecimento do devido processo legal e o fim da perseguição política que virou regra no país. No entanto, partidos mais ao centro jogam um jogo duplo. Em Brasília, negociam ministérios e cargos; nas bases, tentam posar de críticos ao PT.

O povo que caminhou até Brasília não foi movido por pragmatismo eleitoral, mas por indignação. Nikolas Ferreira provou que a direita orgânica não precisa de “acordões” para se mobilizar. Já os partidos de centro parecem estar esperando para ver quem sairá vencedor para só então decidir de que lado estão.

A Hora da Verdade: 2026 Começa Agora

A mensagem das ruas foi clara: a direita não aceitará mais representantes de ocasião. Quem se cala diante das prisões políticas hoje não terá autoridade para pedir o voto conservador amanhã.

A anistia tornou-se o divisor de águas. De um lado, estão os que lutam pela liberdade, independentemente do custo político. Do outro, os que esperam o “momento oportuno” para serem oposição — ou seja, quando não houver mais risco de retaliação.

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