Rubro-Negro contesta rescisão de Lucas Braga no BID e aciona jurídico para garantir validade de acordo judicial firmado na CNRD.
O Esporte Clube Vitória iniciou uma ofensiva jurídica nesta sexta-feira (20) para barrar a rescisão contratual do atacante Lucas Braga. O distrato apareceu no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF após o jogador ser reprovado em exames médicos no Fortaleza, onde foi detectado um problema cardíaco que impediu sua transferência para o clube cearense.
O Vitória afirma que a rescisão foi um ato unilateral e equivocado, ignorando que o vínculo do atleta com o clube está amarrado a um acordo judicial estratégico.
O impasse jurídico na CNRD
Para o Vitória, a publicação da rescisão no sistema da CBF não tem validade legal diante do que foi pactuado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
- Acordo em vigor: O clube sustenta que o contrato de Lucas Braga faz parte de uma negociação maior para o recebimento de créditos financeiros e que o vínculo deve ser mantido.
- Contestação no BID: O departamento jurídico do Leão alega que não assinou a liberação do atleta e que a rescisão fere os termos de cooperação entre as agremiações envolvidas.
- Suporte ao Atleta: Apesar da disputa nos papéis, o Vitória ressalta que a prioridade técnica agora é reavaliar a saúde do jogador, mas sem abrir mão dos direitos contratuais que garantem o equilíbrio financeiro do clube.
Entenda o risco para o Leão
A pressa do Vitória em reverter a decisão se dá pelo impacto financeiro. Lucas Braga chegou ao clube como uma “moeda de troca” para o pagamento de dívidas antigas que o Santos possuía com o Rubro-Negro. Se a rescisão for mantida sem a anuência do Vitória, o clube pode perder o direito de abater esses valores, gerando um prejuízo milionário aos cofres da Toca do Leão.
Próximos Passos
O Vitória aguarda uma decisão liminar da CNRD para suspender os efeitos da rescisão no BID e reintegrar o jogador ao seu quadro, ainda que ele precise passar por um longo período de tratamento e exames complementares para definir se poderá continuar atuando profissionalmente.