
BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) vive um dos seus dias mais tensos deste início de 2026. A sessão desta quinta-feira (12/02) foi encurtada por um motivo nada protocolar: uma reunião de emergência entre os ministros para discutir a permanência de Dias Toffoli no inquérito que envolve o Banco Master. O clima é de “salve-se quem puder” nos corredores da Corte.
O que parecia ser apenas mais um processo de rotina transformou-se em um escândalo ético de proporções gigantescas. Informações recentes apontam que uma empresa da qual o ministro Toffoli é sócio teria recebido um aporte de R$ 20 milhões. O rastro do dinheiro leva diretamente a um fundo gerido por um empresário profundamente ligado ao caso do Banco Master.
Toffoli, em uma tentativa de conter o incêndio, admitiu a sociedade na empresa, mas negou qualquer amizade com os envolvidos. Para o cidadão comum, a explicação soa como um insulto à inteligência. Como pode um magistrado julgar um caso onde cifras dessa magnitude transitam entre seus negócios privados e os investigados?
A pressão para que Toffoli seja afastado do inquérito não vem apenas da oposição, mas de setores da própria magistratura que temem que o STF perca o que ainda resta de sua credibilidade.
Enquanto o STF se fecha em reuniões secretas para proteger os seus, o país observa atônito a blindagem de quem deveria ser o exemplo máximo da moralidade pública.
