
A política das aparências acaba de ganhar um novo e bizarro capítulo no Amapá. O senador Randolfe Rodrigues (PT), conhecido por sua oratória inflamada em Brasília, viu sua tentativa de “gestão pet friendly” naufragar de forma nojenta no Porto do Povo, em Santana.
Na última semana, o parlamentar divulgou com entusiasmo a inauguração do “Espaço Orelha”, um comedouro para animais de rua montado com canos de PVC e vasilhas plásticas devidamente identificado com uma placa com o nome do senador. No entanto, a realidade do “projeto” durou menos que o tempo do vídeo nas redes sociais.
Uma reportagem da TV Equinócio revelou o que aconteceu após as câmeras do senador serem desligadas. Em vez de cães e gatos sendo alimentados, o que se viu foi uma cena de descaso:
Randolfe afirmou ter custeado a estrutura com recursos próprios, classificando a iniciativa como um ato de caridade. Para analistas e opositores, no entanto, a fixação de uma placa com o nome do político em um cano de PVC reforça o caráter de marketing pessoal em cima da causa animal.
O nome do local, “Espaço Orelha”, foi uma homenagem a um cão que sofreu violência em Santa Catarina e precisou ser sacrificado. A ironia não passou despercebida: o local que deveria acolher, acabou se tornando um foco de insalubridade.
Como era de se esperar, a internet não perdoou. O vídeo de inauguração, que Randolfe esperava render elogios, virou combustível para memes e críticas ácidas:
“Pensei que fosse criação de IA de tão absurdo”, comentou um internauta. Outro foi mais direto: “Isso só pode ser motivo de piada. Canos de PVC com nome de senador enquanto o bicho come larva”.
