
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), parece viver em um estado diferente daquele que governa. Durante um recente balanço de gestão em janeiro de 2026, o sucessor de Rui Costa e Jaques Wagner disparou uma frase que beira o deboche para milhares de famílias: segundo ele, a Bahia “saiu do mapa da fome em 2025”, antecipando em um ano a meta estabelecida para 2026.
A declaração, feita em um ambiente controlado e cercada de assessores, rapidamente colidiu com a realidade nua e crua das esquinas de Salvador e das cidades do interior. Para a oposição e para o cidadão que vive o “Brasil real”, a fala é mais uma peça de propaganda ideológica que tenta esconder o fracasso de duas décadas de gestão petista no estado.
Não demorou para que as redes sociais fizessem o “cheque de realidade”. Vídeos produzidos por cidadãos comuns mostram o exato oposto do que diz o governador: filas em busca de doações de alimentos, pessoas em situação de rua multiplicando-se nos grandes centros e a precariedade do mercado de trabalho baiano.
A pergunta que fica é: para quem a fome acabou?
A estratégia do PT é conhecida: criar uma narrativa de “sucesso social” para pavimentar o caminho eleitoral de 2026. Ao dizer que a meta foi batida com um ano de antecedência, Jerônimo tenta blindar sua gestão das críticas sobre a insegurança e a saúde pública áreas onde o estado também amarga os piores índices do país.
“É fácil falar que a fome acabou quando se está cercado por lagostas e vinhos em jantares oficiais. O governador precisa sair do gabinete e olhar nos olhos das mães que não sabem o que dar de comer aos filhos hoje à noite”, disparou um parlamentar da oposição em resposta à fala do petista.
A Bahia não precisa de “selos” ou declarações triunfalistas; a Bahia precisa de emprego, liberdade econômica e segurança para produzir. O “mapa da fome” de Jerônimo parece ter sido desenhado pelos mesmos marqueteiros que prometiam um país de maravilhas e entregaram corrupção e estagnação.
