
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, retirou nesta terça-feira (1º) o sigilo de documentos da Polícia Federal (PF) que detalham a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
O relatório da PF reúne mensagens, registros de encontros e negociações de contratos milionários que envolvem o banqueiro e a banca de advogados, além de indícios de interlocução sobre o avanço das investigações.
A investigação destaca a negociação de um contrato de prestação de serviços firmado no início de 2024 entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes.
Os investigadores também localizaram um segundo contrato, datado de 12 de maio de 2025, envolvendo o escritório e a empresa Viking Participações, ligada a Vorcaro.
As conversas revelam negociações para a transferência de ativos físicos, que o banqueiro confirmou em mensagem afirmando: “Os ativos são deles… já”. Entre os bens repassados como parte das cotas estavam:
O relatório também documenta vultosos pagamentos em julho de 2025, incluindo um repasse de R$ 3,4 milhões e uma cobrança de fatura no valor de R$ 22,8 milhões em nome da Viking.
Além do escopo financeiro, a PF mapeou a proximidade física e as comunicações diretas entre o banqueiro e o ministro:
Em nota oficial, o escritório Barci de Moraes se pronunciou sobre as descobertas da Polícia Federal. Segundo a defesa:
A análise da primeira minuta de contrato foi feita por Alexandre de Moraes a pedido do setor de compliance do escritório, com o objetivo restrito de verificar se haveria algum impedimento legal. A nota ressalta ainda que o escritório não tinha previsão de atuar no STF em processos do Banco Master, motivo pelo qual o contrato foi validado, assinado e os serviços prestados regularmente.
