CRIME ELEITORAL: BaianaSystem usa milhões de verba pública para fazer comitê eleitoral em Salvador

Com cachês que somados podem chegar a quase 2 milhões, banda transforma o trio elétrico em palanque para o Presidente Lula e escancara crime de propaganda antecipada.

O Carnaval de Salvador de 2026 está sendo marcado por um uso abusivo e ilegal da máquina pública. Enquanto o cidadão soteropolitano paga uma das cargas tributárias mais altas do país, o dinheiro dos seus impostos está sendo desviado da sua finalidade para financiar manifestações político-partidárias explícitas em cima dos trios elétricos.

O Custo da Militância

A banda BaianaSystem, financiada com generosos recursos públicos, foi a protagonista do maior escândalo político desta folia. A Prefeitura de Salvador já empenhou R$ 800 mil para as apresentações do grupo. Somando-se a isso, o Governo do Estado (Sufotur) que em 2024 pagou R$ 900 mil à banda e mantém o patrocínio este ano, com a forte probabilidade de um valor ainda maior. Na prática, o povo baiano está entregando cerca de 2 milhões de reais para um grupo que, em vez de focar na cultura, resolveu puxar o coro de “olê, olê, olá, Lula” no Circuito Campo Grande.

Crime Eleitoral Escancarado

O que aconteceu no sábado (14) não foi um “grito espontâneo”, mas um ato político deliberado diante do camarote oficial onde estavam o Presidente Lula e o Governador Jerônimo Rodrigues. Juridicamente, a situação é gravíssima:

  • Propaganda Eleitoral Antecipada: A lei proíbe qualquer ato de propaganda antes de 16 de agosto. Usar um “megafone” pago pelo Estado para exaltar um aliado político é uma afronta à Justiça Eleitoral.
  • Violação da Impessoalidade: O Artigo 37 da Constituição Federal exige que a administração pública seja impessoal. O governo não pode contratar um artista para que este faça marketing político para quem o contratou.
  • Abuso de Poder Econômico: O uso de milhões em verba pública para dar visibilidade a uma corrente política desequilibra totalmente o jogo democrático para as eleições de 2026.

Um Padrão Preocupante

Essa estratégia de usar a cultura como “puxadinho” do governo parece ser uma diretriz nacional. Vimos situação semelhante com a escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro, que recebeu R$ 5 milhões de prefeituras aliadas e do Governo Federal para fazer um desfile que, na prática, serviu como uma ode ao atual presidente. O roteiro é o mesmo: injeta-se dinheiro público e colhe-se militância no palco.

Enquanto a saúde em Salvador padece e a segurança pública na Bahia vive uma crise sem precedentes, o governo prova que sua prioridade não é cuidar das pessoas, mas financiar palanques luxuosos com o seu suor.

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