
O Carnaval de Salvador de 2026 está sendo marcado por um uso abusivo e ilegal da máquina pública. Enquanto o cidadão soteropolitano paga uma das cargas tributárias mais altas do país, o dinheiro dos seus impostos está sendo desviado da sua finalidade para financiar manifestações político-partidárias explícitas em cima dos trios elétricos.
A banda BaianaSystem, financiada com generosos recursos públicos, foi a protagonista do maior escândalo político desta folia. A Prefeitura de Salvador já empenhou R$ 800 mil para as apresentações do grupo. Somando-se a isso, o Governo do Estado (Sufotur) que em 2024 pagou R$ 900 mil à banda e mantém o patrocínio este ano, com a forte probabilidade de um valor ainda maior. Na prática, o povo baiano está entregando cerca de 2 milhões de reais para um grupo que, em vez de focar na cultura, resolveu puxar o coro de “olê, olê, olá, Lula” no Circuito Campo Grande.
O que aconteceu no sábado (14) não foi um “grito espontâneo”, mas um ato político deliberado diante do camarote oficial onde estavam o Presidente Lula e o Governador Jerônimo Rodrigues. Juridicamente, a situação é gravíssima:
Essa estratégia de usar a cultura como “puxadinho” do governo parece ser uma diretriz nacional. Vimos situação semelhante com a escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro, que recebeu R$ 5 milhões de prefeituras aliadas e do Governo Federal para fazer um desfile que, na prática, serviu como uma ode ao atual presidente. O roteiro é o mesmo: injeta-se dinheiro público e colhe-se militância no palco.
Enquanto a saúde em Salvador padece e a segurança pública na Bahia vive uma crise sem precedentes, o governo prova que sua prioridade não é cuidar das pessoas, mas financiar palanques luxuosos com o seu suor.
