
O supremo Ministro Alexandre de Moraes suspende visitas de Flávio ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias, por causa da leitura de uma carta. Agora, vamos aos fatos.
Enquanto um, está preso por uma tentativa de golpe de estado que a acusação jamais conseguiu provar, o outro, foi condenado em todas as instâncias por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e solto após manobra jurídica anular suas condenações.
Para qualquer detento, a prisão representa isolamento, perda de influência e esquecimento. Com Luiz Inácio Lula da Silva, aconteceu exatamente o contrário. Lula transformou sua cela em um centro de articulação política e saiu da prisão forte e mais planejado eleitoralmente do que entrou.

Mesmo preso, Lula recebeu atenção permanente da imprensa nacional e internacional, recebeu mais de 500 visitas, concedeu entrevista local e internacional autorizadas pela justiça, concedeu entrevistas, recebeu cartas e tudo isso: mediante autorização judicial. Ele continuou exercendo influência política como se em liberdade estivesse.
Você por um acaso lembra do Moraes ter dado um prazo de 24h para que o Lula ou o Partido dos Trabalhadores se sxplicasse? Era ano eleitoral tal qual agora. A carta foi acusada de ser campanha antecipada, mas, um enredo de escola de samba com dinheiro público e reuniões com o próprio Lula, foi ignorada e Moraes, seguiu o baile.
Esse é o processo eleitoral que estamos vivendo. Um país que tem autoridades consideradas supremas orquestrando toda a opinião pública, cerceando os direitos de uns em detrimento de outros e nós, ainda achamos que estamos vivendo uma democracia.
