A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj se reúne às 15h desta sexta-feira (5), em sessão extraordinária, para analisar a decisão que levou à prisão do presidente da Casa, deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil).

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) desafiou publicamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a condená-lo à revelia e solicitar sua extradição junto às autoridades americanas. A declaração foi feita durante entrevista à Coluna do Estadão, publicada nesta segunda-feira (14), em que o parlamentar reafirma que não retornará ao Brasil no atual cenário político e jurídico.
“Eu não vou, sem ter cometido crime nenhum, forçar minha esposa e meus familiares a me visitarem numa cadeia injusta”, afirmou. Em seguida, lançou um desafio direto ao magistrado: “Se o Alexandre de Moraes quiser, eu desafio ele a me condenar à revelia e mandar o pedido de extradição para os Estados Unidos.”
A fala ocorre em meio à crescente tensão entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e o STF, especialmente no contexto de investigações relacionadas aos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro e de tentativas de desestabilização institucional. Eduardo afirma que há um movimento coordenado por parlamentares da base do governo Lula para pressionar o Judiciário a prender opositores.
Na entrevista, Eduardo atribui ao ministro Moraes a tentativa de criminalizá-lo politicamente, acusando-o de abusar do sistema de Justiça para perseguir adversários. “Ele ia tentar colocar uma coleira em mim, tirar meu passaporte, me fazer de refém, ficar ameaçando”, declarou, ao justificar sua permanência nos Estados Unidos.
Segundo ele, Moraes já teria feito investidas semelhantes, como a solicitação da apreensão de seu passaporte, e agora estaria articulando medidas para sua prisão. Eduardo afirma que essas ações tornaram inviável seu retorno ao Brasil e o levaram a considerar a renúncia ao mandato de deputado federal, cujo prazo de licença termina no próximo domingo.
Fora do país desde fevereiro, o parlamentar vem atuando nos EUA em encontros com lideranças conservadoras e movimentos ligados à direita americana. Ele afirma que sua atuação no exterior é “mais importante do que qualquer atividade que poderia desempenhar no Brasil neste momento”.
Eduardo também sugeriu que pressões internacionais podem ser decisivas para o futuro político brasileiro. “Trump está tentando corrigir e não interferir. Porque ele sabe que, se não houver uma pressão de fora, o Brasil vai ficar no mesmo nível da Venezuela”, afirmou.
Questionado se comunicou ao pai, Jair Bolsonaro, a decisão de não retornar, Eduardo respondeu que não. “Tenho dois caminhos bem claros: seguir nos Estados Unidos trabalhando na nossa causa ou retornar para ser preso. Acho que ninguém duvida que eu seria preso se eu retornar para o Brasil.”
Até o momento, o STF e o ministro Alexandre de Moraes não comentaram as declarações. Também não há qualquer pedido formal de extradição em curso.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj se reúne às 15h desta sexta-feira (5), em sessão extraordinária, para analisar a decisão que levou à prisão do presidente da Casa, deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil).
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