FARRA DOS MILHÕES: Contrato de R$ 4 mi “sem licitação” em prefeitura do PT entra na mira do Ministério Público

Gestão de Margarida Salomão (PT) em Juiz de Fora contratou IA para fiscalizar buracos usando verba de iluminação pública. MP investiga falta de transparência e suposta inviabilidade de competição.

Mais um contrato milionário firmado sem a devida disputa de preços levanta suspeitas em uma administração petista. O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) entrou no circuito de uma Ação Popular que contesta a contratação direta — sem licitação — da empresa Mapzer Inteligência Artificial pela prefeitura de Juiz de Fora, comandada por Margarida Salomão (PT).

O contrato, no valor exorbitante de R$ 3,9 milhões, refere-se ao projeto batizado de “Carro do Boniteza”. Na teoria, veículos equipados com câmeras e sensores mapeiam problemas urbanos. Na prática, a forma como o serviço foi adquirido gerou revolta e acusações de falta de transparência.

“Caixa Preta” Aberta na Justiça

A ação popular, movida pela advogada Natália Paletta Salazar, expôs que a prefeitura tentou manter o processo longe dos olhos do contribuinte. Segundo a autora, no dia do anúncio da contratação, o processo administrativo que justificava a dispensa de licitação não estava disponível ao público, impedindo o controle social.

Foi preciso uma liminar da Justiça para obrigar a gestão do PT a mostrar a papelada. “O texto não havia sido disponibilizado nem para a população, nem para a imprensa e nem mesmo para o Poder Legislativo, apesar de pedidos formais de vereadores”, denunciou a advogada.

Dinheiro da Iluminação para pagar IA?

Outro ponto escandaloso levantado na ação é a origem do dinheiro. A prefeitura estaria utilizando recursos da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) para bancar o contrato.

Juridicamente, essa verba é “carimbada”, ou seja, deveria ser usada estritamente para melhorar a iluminação da cidade, e não para pagar carros com câmeras que fiscalizam buracos e lixo.

MP Cobra Explicações

Com o acesso forçado aos documentos, o Ministério Público passou a analisar o caso com lupa. O órgão solicitou:

  • Detalhamento de custos;
  • Relatórios de fiscalização;
  • Comparação técnica com outras empresas do mercado (como Zup, Exati e Zelar).

O objetivo do MP é derrubar a tese da prefeitura de que a Mapzer seria a “única” capaz de prestar o serviço, argumento usado para fugir da licitação.

Precedente Perigoso

A desconfiança tem fundamento. Em novembro de 2024, a Justiça do Tocantins anulou um contrato semelhante da mesma empresa (Mapzer) com a Prefeitura de Palmas. Lá, o contrato de quase R$ 900 mil também foi feito sem licitação e a justiça entendeu que o serviço não tinha “singularidade” suficiente para justificar a escolha direta.

O Outro Lado

Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora defende a contratação, alegando que realizou uma “análise técnica aprofundada” e que o sistema possui “características únicas”, o que justificaria a dispensa de licitação. A gestão petista afirma que decisões judiciais preliminares negaram a suspensão imediata do contrato, reconhecendo a legalidade do processo até o momento.

No entanto, vale lembrar: o mérito final sobre a legalidade ou ilegalidade da contratação ainda não foi julgado. Enquanto isso, o contrato segue em vigor e o dinheiro do contribuinte continua saindo dos cofres municipais.

O Sem Censura TV continuará acompanhando o desenrolar dessa investigação.

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