
A política baiana viveu uma reviravolta decisiva nas últimas horas. Após dias de intensas articulações e de avaliar diferentes cenários para seu futuro partidário, o senador Ângelo Coronel definiu seu destino. O parlamentar decidiu se filiar ao União Brasil, encerrando o período de indefinições e sinalizando sua migração para o campo da oposição ao governo Jerônimo Rodrigues.
A decisão, costurada nos bastidores, põe fim às especulações e confirma a nova rota do senador, cuja permanência no PSD e na base governista tornou-se insustentável diante dos recentes desgastes internos e divergências com o senador Otto Alencar.
Antes de aceitar o convite de ACM Neto, Coronel chegou a abrir diálogo com o Republicanos, partido da base do ex-prefeito de Salvador. A negociação era vista como uma alternativa forte, mas encontrou entraves políticos.
Segundo fontes ligadas ao processo, a articulação não avançou porque o senador almejava o comando estadual da sigla, posto hoje ocupado pelo grupo do deputado federal Márcio Marinho. Diante do impasse para assumir a presidência da legenda, Coronel optou pelo projeto do União Brasil, considerado um caminho robusto para garantir sua sobrevivência e protagonismo político.
A mudança de partido deve envolver todo o capital político da família. A expectativa é que os filhos do senador, o deputado federal Diego Coronel e o deputado estadual Ângelo Filho, acompanhem o pai na nova legenda.
Embora Coronel ainda não tenha oficializado a mudança publicamente, nos corredores de Brasília e do Centro Administrativo da Bahia (CAB), a filiação já é tratada como o fato político mais relevante da semana.
A ida de Coronel para o União Brasil redesenha o tabuleiro para as próximas eleições. A oposição ganha um articulador habilidoso e um senador com mandato em curso, fortalecendo a chapa majoritária liderada por ACM Neto. Para o governo do estado, a saída representa a perda de um aliado histórico e o acirramento da disputa que se avizinha.
