Flávio diz que Jair Bolsonaro o aconselhou a falar a verdade sobre Vorcaro

Flávio Bolsonaro nega desvios no filme 'Dark Horse', afirma que Eduardo se mantém com doações do pai e critica Romeu Zema por pré-condenação. Detalhes no Sem Censura TV.
O senador Flávio Bolsonaro em entrevista no Aeroporto de Brasília; imagem ilustra a matéria sobre as declarações a respeito do financiamento do filme Dark Horse em maio de 2026.

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pronunciou-se nesta sexta-feira (15) sobre as mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, reveladas recentemente pela imprensa. Abordado no aeroporto de Brasília, Flávio afirmou ter conversado com o ex-presidente Jair Bolsonaro logo após a divulgação do caso, na quarta-feira (13), e revelou o conselho que recebeu do pai: “ficar tranquilo e falar a verdade”.

O parlamentar utilizou a entrevista para esclarecer os pontos levantados pelas investigações, rechaçando qualquer uso de dinheiro ilícito ou público no financiamento do filme Dark Horse, um documentário que retrata a trajetória política do ex-presidente. Segundo Flávio, a relação com o fundador do Banco Master foi estritamente profissional e focada na captação de recursos privados.

O financiamento do filme e a situação de Eduardo

Flávio detalhou que o custo total da produção cinematográfica girou em torno de US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 80 milhões). Ele confirmou as cobranças feitas a Vorcaro, mas justificou que estava apenas exigindo o cumprimento de um contrato firmado quando não havia nenhuma operação policial contra o ex-banqueiro.

A Polícia Federal investiga se parte desse fundo, que é gerenciado nos Estados Unidos por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro, teria sido desviada para custear a vida do ex-deputado no exterior. Flávio negou veementemente a suspeita.

  • Sustento nos EUA: De acordo com o senador, Eduardo Bolsonaro se mantém nos Estados Unidos com recursos próprios e através de uma doação financeira feita pelo próprio pai, Jair Bolsonaro.
  • Afastamento: Flávio ressaltou que a última parcela paga por Vorcaro ocorreu em maio de 2025. Assim que os problemas jurídicos do empresário vieram à tona (culminando em sua prisão em novembro), a relação foi cortada e novos investidores foram buscados.

Racha na direita: Críticas a Zema e aceno a Caiado

O episódio também expôs as tensões na corrida presidencial de 2026 dentro do campo conservador. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), chegou a classificar a situação envolvendo Flávio e o ex-banqueiro como “imperdoável”.

O senador rebateu a fala, chamando Zema de “precipitado” e afirmando que tentou contatá-lo para esclarecer os fatos.

“Ele [Zema] é novo na política e precisa entender que tem a grande responsabilidade de ajudar os brasileiros a se livrarem do PT. Eu merecia, pelo menos, o benefício da dúvida da parte dele. Ele se equivocou em se antecipar e me pré-condenar”, declarou Flávio.

Por outro lado, o senador agradeceu a postura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que adotou um tom mais cauteloso e minimizou a crise.

Resumo das DeclaraçõesO que disse Flávio Bolsonaro
Encontro Bolsonaro x VorcaroNunca aconteceu. Houve apenas uma tentativa do ex-banqueiro de levar o ex-presidente para assistir a um documentário.
Financiamento de ‘Dark Horse’Investimento 100% privado. Custou cerca de US$ 16 milhões, com a última parcela de Vorcaro paga em maio de 2025.
Despesas de Eduardo nos EUANão há dinheiro do filme. Eduardo vive de reservas próprias e doação de Jair Bolsonaro.
Críticas de Romeu ZemaConsiderou a atitude precipitada e um erro focar em atacar aliados em vez de combater o PT.

O caso segue em investigação, mas a estratégia da defesa da família Bolsonaro foca em demonstrar, com a quebra de sigilos do fundo nos EUA, que toda a transação se tratou de um negócio privado e lícito para o mercado audiovisual.

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