
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa condicionou a candidatura dele à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC) à existência de uma estrutura mínima de campanha, segundo o presidente nacional do partido, João Caldas.
Caldas afirmou que Barbosa havia deixado claro que só entraria na disputa se a legenda conseguisse reunir as condições necessárias para uma campanha nacional.
“Ele tinha dito as condições: ‘Se as condições estiverem postas, eu vou. Se não, não vou’”, relatou. Segundo o dirigente, o DC não conseguiu atender às exigências apresentadas pelo ex-ministro. “Não foi possível. O partido não tem tempo de televisão, não tem fundo, não tem nada”, afirmou Caldas.
Barbosa havia sido anunciado pelo partido em maio, depois que o DC desistiu da pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo. A aposta era que o ex-presidente do STF, conhecido nacionalmente pela atuação no julgamento do mensalão, desse maior projeção à legenda.
O ex-ministro, porém, não chegou a participar de atos públicos como pré-candidato. Diante das dificuldades para obter recursos, formar alianças e estruturar uma campanha nacional, comunicou ao partido que não disputaria a eleição.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o DC recebeu R$ 3,31 milhões de fundo eleitoral para o pleito de 2026. Essa é a cota mínima a que os partidos têm direito. Quanto mais votos um partido recebe e mais parlamentares elege, maior tende a ser sua fatia do fundo na eleição seguinte.
