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Embalado pelo expressivo apoio popular à Operação Contenção — que deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais, nos complexos do Alemão e da Penha — o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou nesta semana que pretende intensificar o enfrentamento ao crime organizado no estado.
Segundo revelou o colunista Lauro Jardim, do O Globo, dez novas operações com autorização judicial já estão agendadas e devem ocorrer nos próximos dias. O governador, que recebeu críticas de setores da esquerda e até foi convocado pelo STF a prestar esclarecimentos sobre a ação, afirma que não recuará diante da repercussão e vai dobrar a aposta em nome da segurança pública.
— Temos mais dez operações agendadas, declarou Castro.
— Não acredito em ocupação permanente, mas em ações pontuais e cirúrgicas. E elas vão continuar.
O governador também informou que, a partir de dezembro, terá início uma operação específica voltada à retomada de territórios dominados por facções, com foco inicial na região de Jacarepaguá, na zona oeste da capital fluminense — uma das áreas mais afetadas pela presença do tráfico.
Antes disso, já na próxima semana, a polícia fluminense fará operações diárias para remover as centenas de barricadas instaladas por traficantes e milicianos em favelas da zona oeste e da Baixada Fluminense. O governador afirmou que entre cinco e dez grupos de agentes atuarão simultaneamente nessas ações, visando garantir a circulação de ambulâncias, bombeiros e viaturas policiais em áreas até hoje isoladas pelo crime.
Apesar da forte reação de entidades de direitos humanos, da Defensoria Pública e de parte do Judiciário, a decisão de manter e ampliar as operações vem respaldada por pesquisas de opinião.
Levantamento recente do instituto Paraná Pesquisas mostrou que quase 70% dos moradores da capital fluminense apoiam a operação policial que resultou nas mortes, e 67,9% defendem que mais ações semelhantes sejam realizadas. Apenas 26,6% disseram ser contrários às operações.
Esses números parecem ter dado novo fôlego político ao governador, que também vem buscando respaldo internacional. O governo fluminense encaminhou recentemente aos Estados Unidos um dossiê pedindo que o Comando Vermelho seja reconhecido como organização terrorista, o que abriria caminho para sanções financeiras e cooperação direta com a DEA e o FBI.
A postura de Cláudio Castro contrasta com a do governo federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou comentar diretamente a operação, enquanto o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, rechaçou a ideia de equiparar facções criminosas a grupos terroristas e reforçou que as ações de segurança devem ocorrer dentro do Estado Democrático de Direito.
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