
Em entrevista concedida ao site bahia.ba, o diretor-superintendente de Trânsito e Transporte Público (STT) de Camaçari, Helder Almeida, rebateu as críticas do secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Luiz Caetano (PT), sobre o transporte público da cidade, e disse que a gestão do prefeito Antônio Elinaldo (União Brasil) “tem trabalhado para ofertar um serviço de qualidade para a população”. Segundo Helder, o novo sistema implantado pela prefeitura há menos de dois meses “tem avançado a cada dia, garantindo o direito da gratuidade para os idosos e pessoas com deficiência, além da meia-passagem para estudantes.”
“É preciso dizer que o caos no transporte começou na gestão de Caetano, depois de 2005, quando ele permitiu o aumento significativo do transporte clandestino e a proliferação descontrolada de cooperativas, o que levou a dificuldades e desistência de empresas que rodavam nas linhas normais, por desequilíbrio econômico e financeiro do sistema. E depois, o clandestino cresceu tanto que as cooperativas faliram também”, afirmou Helder Almeida.
O superintendente disse ainda que nesses quase 60 dias de implantação do novo sistema de transporte com ônibus, ‘diversos avanços podem ser observados’. “É um sistema complexo para implantar e operar, com estabelecimento de novas linhas, recuperação do terminal rodoviário integrado, implantação da bilhetagem eletrônica, meia-passagem dos estudantes, além da gratuidade de idosos e pessoas com deficiência (PcD), direitos que não vinham sendo cumpridos. Estamos investindo para recuperar o sistema.”
Segundo Helder, Caetano tem feito promessas que não poderá cumprir. “Agora, o que Caetano faz é dialogar com aqueles que fazem o transporte clandestino, além de promessas que não vai poder cumprir. Não existe legislação que permita o clandestino. É preciso que o Brasil tenha uma legislação que autorize. Não adianta ficar prometendo regularizar o transporte clandestino, porque isso não vai acontecer nem agora nem depois”, afirma o superintendente.
O gestor da STT diz ainda que o transporte clandestino, “além de ter quebrado o sistema regular e as cooperativas”, não oferece condições de segurança. “Esse transporte tem sido feito, muitas vezes, por pessoas desabilitadas que conduzem os cidadãos, colocando em risco a vida das pessoas. Sem falar que é uma concorrência desleal. O transporte regular paga os direitos trabalhistas, segue a legislação vigente, recolhe impostos e segue as condições de segurança, o que não acontece com o clandestino.”
Fonte: Bahia.ba
