
A pressão pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acaba de ganhar um reforço que vem direto da base de apoio do governo federal. O senador Flávio Arns (PSB-PR) assinou um dos pedidos de afastamento contra o magistrado protocolados no Senado nesta semana.
A movimentação ocorre logo após virem à tona as investigações da Polícia Federal que detalham a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Conforme revelado pela PF, Vorcaro chegou a orientar funcionários a prepararem uma experiência “ultra VIP” para o ministro em Campos do Jordão (SP) no final do ano passado.
A assinatura de Arns chama atenção nos bastidores de Brasília por contrariar o alinhamento político governista, que costuma blindar a Suprema Corte. Atualmente no PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, o parlamentar teve uma passagem de oito anos pelo Partido dos Trabalhadores (PT), legenda pela qual se elegeu ao Senado em 2002.
A base do pedido encabeçado pela oposição é a suspeita de advocacia administrativa. Os senadores apontam que Alexandre de Moraes pode ter cometido crime de responsabilidade ao supostamente usar a influência de seu cargo para atuar em benefício de Vorcaro.
Na última terça-feira (1º), o senador Carlos Viana (PSD-MG) apresentou um novo pedido de impeachment com base no escândalo. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), também confirmou que a bancada vai renovar o pedido de afastamento do magistrado diante das novas evidências do caso Master.
Esta não é a primeira vez que Arns rompe com a base governista diante de crises éticas. Em 2009, ele abandonou o PT após a cúpula do partido orientar os senadores a votarem pelo arquivamento das denúncias contra José Sarney no Conselho de Ética. Na época, Arns discursou no plenário afirmando que a manobra petista era uma “violação aos princípios” éticos. Pelo visto, o limite foi traçado novamente com os escândalos envolvendo o STF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, retirou nesta terça-feira (1º) o sigilo de documentos da Polícia Federal (PF) que detalham a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. O relatório da PF […]
