Unanimidade forçada: Kim Jong-un é reconduzido ao comando da Coreia do Norte com 100% dos votos

Com 5 mil delegados presentes, o 9º Congresso oficializa o poder absoluto do ditador e foca em expansão nuclear para os próximos cinco anos.
Kim Jong-un discursa em um pódio durante o 9º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia; fundo vermelho com inscrições em coreano ilustra a eleição unânime.

O regime da Coreia do Norte anunciou, nesta segunda-feira (23), que Kim Jong-un foi reconduzido ao cargo de secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC). O anúncio ocorreu durante o 9º Congresso da legenda em Pyongyang, o evento político mais importante do país, que define as diretrizes estratégicas da nação para o próximo quinquênio.

De acordo com os canais oficiais do governo, como a agência KCNA e a televisão estatal, a eleição foi uma decisão unânime. Kim recebeu o apoio total dos cerca de 5 mil delegados habilitados a participar da votação interna. O resultado foi externado pela mídia norte-coreana como uma prova da unidade política inabalável em torno da liderança máxima.

Consolidação do Poder e Foco Militar

O congresso, que teve início na última quinta-feira (19), serviu para consolidar ainda mais o controle de Kim sobre a estrutura do partido:

  • Revisão de Regras: O partido adotou revisões em suas normas internas para “consolidar as fileiras partidárias”, endurecendo a disciplina e o controle ideológico.
  • Prioridade Nuclear: Em seus comunicados, o ditador reafirmou que o fortalecimento das capacidades nucleares e das forças armadas continuará sendo o “eixo central” da estratégia de defesa nacional.
  • Renovação de Cúpula: A votação também resultou na eleição de novos membros para o Comitê Central, promovendo uma mudança geracional que excluiu veteranos e reforçou o círculo de lealdade direta ao líder.

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