
O governo brasileiro decidiu, mais uma vez, ficar do lado oposto às grandes democracias liberais. Em nota oficial divulgada neste sábado (28), o Itamaraty condenou “veementemente” o ataque coordenado pelos Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos no Irã. A ofensiva, que o presidente Donald Trump chamou de medida preventiva contra o avanço nuclear e o terrorismo, foi recebida em Brasília com “grave preocupação” e críticas à quebra do diálogo diplomático.
A postura do governo Lula ignorou o fato de que o regime iraniano é uma das ditaduras mais fechadas e agressivas do globo, preferindo focar na defesa da “soberania” do país persa em vez de apoiar a eliminação de ameaças iminentes à paz mundial.
Se a nota oficial tentou manter um verniz diplomático, a cúpula do PT foi direta ao ponto. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, subiu o tom e classificou o ataque de Trump e Netanyahu como “irresponsável e autoritário”, afirmando que os atos representam uma ameaça à estabilidade do planeta. Para analistas da oposição, a fala da ministra apenas escancara o alinhamento ideológico do Planalto com regimes autoritários que compõem o eixo contrário ao Ocidente.
Confira os principais trechos da nota divulgada pelo Itamaraty nesta manhã:
“O governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz… O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades”.
Enquanto Lula sobrevoa as áreas atingidas pelas chuvas em Minas Gerais onde a “expertise” federal em prevenção também é questionada diante de 64 mortes sua diplomacia em Brasília trabalha para blindar o regime dos aiatolás.
Ao condenar a ação norte-americana, o Brasil se afasta de parcerias estratégicas com Washington, especialmente em um momento em que Trump cobra “firmeza” no combate ao crime organizado e ao narcotráfico global. O recado de Brasília hoje foi claro: para este governo, o diálogo com ditadores vale mais do que a aliança com as democracias que combatem o terror.
