“Lulinha” no olho do furacão: Delatores do INSS abrem o bico e entregam o filho do presidente

Ex-dirigentes detalham esquema bilionário que usava aposentados como "caixa eletrônico"; defesa nega acusações e recorre ao STF.
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em uma imagem de arquivo; a foto ilustra a denúncia sobre as delações premiadas na Operação Sem Desconto.

O que era um rumor de bastidor acaba de se tornar um pesadelo jurídico para a família real do petismo. Dois nomes de peso do alto escalão do INSS o ex-procurador Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis avançaram em seus processos de delação premiada e, segundo informações de bastidores da Polícia Federal, o alvo principal é Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Os ex-servidores, que estão presos desde novembro de 2025 no âmbito da Operação Sem Desconto, decidiram “cantar” para as autoridades, detalhando como funcionava a engrenagem que permitia descontos indevidos em folhas de pagamento de milhões de aposentados. O esquema, que já é chamado de “Farra do INSS”, teria movimentado cifras bilionárias.

Conexões perigosas e mesadas de luxo

De acordo com os relatos que baseiam a colaboração, Lulinha não seria apenas um nome citado, mas peça-chave em articulações que envolviam políticos do Centrão e empresários.

  • O “Sócio Oculto”: A investigação apura se o filho de Lula atuava como sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, lobista apontado como o operador financeiro da trama.
  • Valores e “Luvas”: Há menções a repasses que somariam R$ 30 milhões e até “mesadas” mensais para manter a estrutura de influência funcionando dentro do governo.

A Defesa se manifesta (pela primeira vez)

Pressionado pela gravidade das acusações, Lulinha quebrou o silêncio através de seus advogados nesta quarta-feira (25). Em nota oficial, a defesa foi categórica ao tentar desvincular o cliente do escândalo:

“Fábio Luís Lula da Silva não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa.”

A defesa foi além e protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso integral aos autos do inquérito, que corre sob sigilo e está sob a relatoria do ministro André Mendonça.

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