
O que era um rumor de bastidor acaba de se tornar um pesadelo jurídico para a família real do petismo. Dois nomes de peso do alto escalão do INSS o ex-procurador Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis avançaram em seus processos de delação premiada e, segundo informações de bastidores da Polícia Federal, o alvo principal é Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Os ex-servidores, que estão presos desde novembro de 2025 no âmbito da Operação Sem Desconto, decidiram “cantar” para as autoridades, detalhando como funcionava a engrenagem que permitia descontos indevidos em folhas de pagamento de milhões de aposentados. O esquema, que já é chamado de “Farra do INSS”, teria movimentado cifras bilionárias.
De acordo com os relatos que baseiam a colaboração, Lulinha não seria apenas um nome citado, mas peça-chave em articulações que envolviam políticos do Centrão e empresários.
Pressionado pela gravidade das acusações, Lulinha quebrou o silêncio através de seus advogados nesta quarta-feira (25). Em nota oficial, a defesa foi categórica ao tentar desvincular o cliente do escândalo:
“Fábio Luís Lula da Silva não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa.”
A defesa foi além e protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso integral aos autos do inquérito, que corre sob sigilo e está sob a relatoria do ministro André Mendonça.
