
A marca da gestão do Partido dos Trabalhadores (PT) volta a ser questionada após a desarticulação de um esquema criminoso que drenou R$ 30 milhões do programa Farmácia Popular. A fraude, que ocorria “debaixo do nariz” do Ministério da Saúde controlado pelo governo Lula, revela a fragilidade dos mecanismos de controle sobre o dinheiro público destinado aos mais pobres.
A operação, que envolveu a Receita Federal, Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), cumpriu mandados em quatro estados. O que se descobriu foi um sistema profissional de corrupção que transformou o acesso a remédios gratuitos em um balcão de negócios para criminosos.
O esquema funcionava com uma audácia que desafia a fiscalização federal:
Para analistas políticos, o desvio de R$ 30 milhões é o resultado direto de uma gestão que prioriza o inchaço da máquina pública em detrimento da eficiência técnica. Enquanto o PT defende a ampliação de gastos, a falta de rigor no monitoramento do Farmácia Popular permitiu que o dinheiro que deveria comprar insulina e remédios para pressão alta terminasse no bolso de fraudadores.
A investigação começou apenas após denúncias de cidadãos que descobriram o uso indevido de seus nomes em transações fraudulentas. Ou seja, o sistema de controle do governo falhou em detectar o rombo por conta própria, dependendo da sorte e da iniciativa da população para interromper o crime.
