
A conta não fecha para o usuário do transporte público em Salvador. Desde janeiro, o soteropolitano desembolsa R$ 5,90 por viagem um aumento em relação aos R$ 5,60 anteriores. O valor coloca a capital baiana no topo do ranking das tarifas mais caras do Brasil, superando gigantes econômicos como São Paulo e Rio de Janeiro, onde o custo de operação é sabidamente mais alto.
A revolta popular, no entanto, não é apenas pelo preço salgado, mas pelo serviço degradante oferecido em contrapartida. Pagando preço de “luxo”, a população enfrenta diariamente ônibus superlotados, quentes e em péssimo estado de conservação.
O estopim para a nova onda de reclamações foi o “sumiço” progressivo dos ônibus com ar-condicionado das linhas periféricas. Em maio de 2023, a Prefeitura havia anunciado com pompa o remanejamento de parte da frota climatizada para atender esses bairros.
Segundo relatos de moradores, a promessa até foi cumprida inicialmente. Porém, há cerca de um ano, esses veículos tornaram-se raridades nas escalas, obrigando o trabalhador a enfrentar o calor escaldante da cidade em veículos convencionais, transformados em verdadeiras saunas ambulantes.
Além do calor, quem paga R$ 5,90 enfrenta o sucateamento visível da frota. Denúncias de veículos com problemas mecânicos constantes, assentos quebrados, sujeira e goteiras são rotina nas redes sociais da cidade.
Pressionada pelo descompasso entre uma tarifa de primeiro mundo e um serviço de terceira categoria, a Prefeitura de Salvador reagiu com uma nova promessa: anunciou que novos ônibus com ar-condicionado começarão a chegar à cidade a partir de março para renovar a frota.
Resta ao passageiro, que já paga uma das passagens mais caras do país hoje, esperar para ver se a promessa de março não terá o mesmo destino dos ônibus que “sumiram” dos bairros.
O Natal Salvador será realizado neste final de semana, com atrações no Centro Histórico, com decoração típica, presépio, túnel iluminado e a casa do Papai Noel.
Um incêndio atingiu um bar na manhã desta terça-feira (9), na região do Campo Grande, em Salvador. As chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros, e não houve registro de feridos.
