
Com informações Revista Fórum
O novo comandante do Exército, Tomás Paiva, barrou nesta terça-feira (24) a nomeação do tenente-coronel Mauro Cid para o comando do 1º Batalhão de Ações de Comando em Goiânia. O Alto Comando foi comunicado da decisão em reunião realizada em Brasília também nesta terça. Cid é amigo pessoal e foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seu mandato.
De acordo com apuração da Folha, a decisão foi tomada após conversa entre Cid e Paiva. Segundo o jornal, foi o próprio amigo de Bolsonaro que sugeriu seu afastamento das funções militares a fim de amenizar a crise estabelecida entre o governo Lula e o Alto Comando das Forças Armadas após a demissão do ex-comandante do Exército, Júlio César de Arruda.
A posse de Cid foi justamente a causa da demissão do antigo comandante, que acabou substituído por Paiva no último sábado (21). Arruda teria resistido em impedir a posse do amigo de Bolsonaro – que também seria seu amigo. Ambos participariam do mesmo grupo de Forças Especiais do Exército.
Além disso, Mauro Cid também teria pedido pelo cancelamento da nomeação a fim de se defender das acusações de participação no esquema de ‘rachadinhas’ do Palácio do Planalto. As investigações estão em curso. Cid pode ser realocado nos próximos dias e talvez consiga concorrer novamente ao cargo no batalhão de Goiânia para o biênio 2025-2026. Mas isso só pode acontecer caso a investigação da Polícia Federal contra ele se encerre a tempo.
