
A narrativa oficial de que o Brasil “voltou” não está colando quando o assunto é a segurança da sua família. Uma pesquisa nacional divulgada neste sábado (31) pelo Instituto Paraná Pesquisas trouxe um dado alarmante para o Palácio do Planalto: 44,3% dos brasileiros avaliam que a segurança pública piorou sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
O levantamento, que ouviu mais de 2 mil pessoas em todo o país, joga um balde de água fria na propaganda governista. Apenas 20% dos entrevistados conseguiram enxergar alguma melhora na área, enquanto 32,4% acham que tudo continua igual ou seja, o problema persiste.
Os números mostram que a segurança pública se tornou o setor com o maior índice de reprovação popular. A percepção negativa (44,3%) é mais que o dobro da percepção positiva, sinalizando um desgaste profundo e uma desconexão entre o que Brasília diz e o que as ruas sentem.
Especialistas apontam que essa insatisfação não é gratuita. O aumento da sensação de insegurança reflete a intensificação de episódios violentos em diversas regiões e o fortalecimento do crime organizado, que desafia o Estado diariamente. Embora a pesquisa seja de janeiro de 2026, a tendência de insatisfação já vinha se desenhando nos meses anteriores, consolidando a segurança como o principal gargalo eleitoral do PT.
A pesquisa também escancarou a divisão do país.
Enquanto a segurança sangra a popularidade de Lula, o governo tenta se segurar no social. O levantamento mostrou que a assistência a pessoas vulneráveis é o ponto forte da gestão, reconhecida por quem depende dos programas de transferência de renda.
Já na Saúde e na Economia, a população está dividida. A saúde recebeu avaliações mistas e a situação financeira familiar é vista como “estável” por uma parte dos entrevistados. No entanto, a estabilidade econômica não parece ser suficiente para aplacar o medo de sair na rua.
O recado das urnas e agora das pesquisas é claro: não adianta ter Bolsa Família se o cidadão tem medo de ser assaltado na esquina.
