
O ano de 2026 começou exatamente como terminou 2025: com a Fiel fazendo a festa. Numa demonstração de maturidade e eficiência tática, o Corinthians venceu o Flamengo por 2 a 0 neste domingo (1º), no Estádio Mané Garrincha, e sagrou-se campeão da Supercopa do Brasil.
Repetindo o feito de 1991, quando Neto garantiu a taça sobre os cariocas, o Timão voltou a superar o rival interestadual em uma decisão. Desta vez, o herói improvável foi um velho conhecido do futebol baiano: o zagueiro Gabriel Paulista, revelado pelo Vitória, que abriu o caminho para a conquista.
Desde o apito inicial, ficou claro que Dorival Júnior sabia exatamente como neutralizar o time de Felipe Luís. Fechado e saindo em velocidade, o Corinthians controlou o jogo sem precisar da posse de bola estéril.
Enquanto o Flamengo rondava a área sem perigo parando na segurança do goleiro Hugo Souza, o Timão foi letal. Aos 25 minutos, em um lance de oportunismo, a “lei do ex” (mas do ex-Vitória) funcionou. Após rebote de escanteio e cabeçada de Gustavo Henrique, Gabriel Paulista apareceu como elemento surpresa no ataque e chutou rasteiro para fazer 1 a 0.
O gol desestabilizou o emocional dos cariocas. O Flamengo, que já não se achava em campo diante do meio-campo combativo liderado pelos jovens André e Breno Bidon, perdeu a cabeça.
Ainda no primeiro tempo, o meia Carrascal, irritado com a “aula” que estava levando, desferiu um soco em Breno Bidon. O VAR agiu no intervalo e o jogador foi expulso antes do reinício da partida, deixando o Flamengo com um a menos e com a moral no chão.
Falando em Breno Bidon, o garoto jogou de terno. Sob os olhares atentos de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira presente no estádio, o meia corintiano provou ser a maior revelação do país na atualidade, ditando o ritmo e apanhando (literalmente) dos adversários que não conseguiam pará-lo na bola.
No segundo tempo, mesmo com a entrada do badalado reforço Lucas Paquetá e de Bruno Henrique, o Flamengo não encontrou espaços na muralha formada por Gustavo Henrique e Gabriel Paulista.
Dorival oxigenou o time com Garro, Matheus Pereira e Kaio César, mantendo o controle. O jogo virou drama nos acréscimos: Paquetá perdeu um gol inacreditável na pequena área e, no contra-ataque imediato, a punição veio a galope.
Yuri Alberto partiu em velocidade, tocou com categoria por cima do goleiro Rossi e completou de cabeça para o gol vazio: 2 a 0 e caixão fechado.
O título da Supercopa coroa uma fase espetacular do Corinthians, que já havia batido o Vasco na final da Copa do Brasil em dezembro. Em pouco mais de 30 dias, o Timão derrubou dois gigantes do Rio de Janeiro e mostrou quem manda no futebol nacional neste início de temporada.
