
O castelo de cartas do governo petista começou a balançar. A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) trouxe um balde de água gelada para os militantes da esquerda: a distância entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno encolheu pela metade em apenas dois meses.
Se em dezembro a vantagem era de confortáveis 10 pontos, hoje a diferença caiu para apenas 5 pontos o que coloca a disputa em um cenário de incerteza total, considerando a tendência de queda do atual ocupante do Planalto e a ascensão meteórica do nome escolhido por Jair Bolsonaro.
Os dados mostram que Lula não consegue furar o teto, enquanto a direita avança de forma consistente. Confira o cenário de 2º turno:
| Período | Lula (PT) | Flávio Bolsonaro (PL) | Diferença |
| Dezembro/25 | 46% | 36% | 10 pts |
| Janeiro/26 | 45% | 38% | 7 pts |
| Fevereiro/26 | 43% | 38% | 5 pts |
O dado que mais assusta o governo é o comportamento dos independentes. Esse grupo, que não possui amarras partidárias e decide as eleições no Brasil, abandonou Lula em massa. A vantagem do petista nesse segmento, que era de 16 pontos, despencou para apenas 5 pontos. Lula caiu de 37% para 31% entre os independentes, enquanto Flávio subiu de 21% para 26%.
A desaprovação do governo Lula já atinge 49%, superando a aprovação (45%). O sentimento de “fim de ciclo” é evidente: 57% dos brasileiros acreditam que Lula não merece um novo mandato. Além disso, 43% dos entrevistados sentiram no bolso que a economia piorou nos últimos 12 meses um reflexo direto da gestão que prioriza impostos e gastos em vez da liberdade econômica.
A estratégia de Jair Bolsonaro atualmente cumprindo pena na Papudinha por perseguição política de indicar o filho como sucessor está sendo amplamente aprovada pela base conservadora.
Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o bolsonarismo está mais convencido do que nunca e a intenção de voto no senador está se tornando “cristalizada”. Enquanto outros nomes da oposição como Zema, Caiado e Ratinho Jr. aparecem com distâncias maiores de Lula (de 10 a 19 pontos), Flávio é o único que já respira no pescoço do petista.
O cenário para 2026 desenha uma batalha épica. De um lado, um governo que desidrata e é reprovado pela maioria; do outro, a força do sobrenome Bolsonaro unindo a direita e atraindo o centro. Se a tendência atual se mantiver, o “Lulinha Paz e Amor” que agora já virou o “Lula Desaforado” terá motivos de sobra para temer as urnas.
