
Se você é pai, sabe que não há limite do que pode fazer por um filho. Eu venho aqui hoje pra mergulhar em uma história real que aconteceu no Bairro de Portão, na cidade de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador.
Um menino de 10 anos estava brincando na rua no domingo, dia 23 de Julho de 2023 quando foi atingido por um tiro que ceifou sua vida imediatamente. A mãe, desesperada, encontrou o filho morto e sob um mar de lágrimas, recolheu o corpo, deixando aquele dia marcado, sem sombra de dúvidas como o pior da sua vida.
A ordem natural da vida é: filho enterra pai e não pai enterra filho. Isso não impede que por vezes essa ordem não se inverta. Mas, será que um pouco dessa culpa não recai sobre os nossos ombros? Será que não há um pouco desse sangue nas nossas mãos? Naturalmente que nem todos tem culpa disso, apenas 60.345.999 de brasileiros, aqueles que fizeram o L.
Na tarde do dia 24 um grupo de manifestantes, familiares, amigos, vizinhos, muito revoltados, bloquearam a Estrada do coco (BA099) com o objetivo de se manifestar contra esse assassinato brutal que havia acontecido no dia anterior. Uma barricada de pneus foi montada e queimada nos dois sentidos, houve baderna e depredação do patrimônio público e privado, houve impossibilidade de passagem inclusive de ambulâncias e carros da polícia.
Eu entendo que o sentimento é de revolta, não tem como ser diferente. Mas nada justifica uma manifestação (legítima) atrapalhar a vida de outras pessoas, podendo inclusive causar a morte de um inocente quando se impede ambulâncias de trafegarem. Infelizmente o sentimento que se desperta (na sociedade) quando se toma uma atitude dessa forma é de revolta, mas não para a causa da manifestação e sim contra os manifestantes.
O bairro de Portão é dominado pelo tráfico de drogas, e os traficantes, “vítimas da sociedade”, quando precisam, espalham o terror, colocam toque de recolher, fazem assaltos e por que não? Assassinam crianças. A população que reside nessa comunidade, onde tudo é precário, é vítima da sua própria ignorância.
A cidade de Lauro de Freitas, assim como o estado da Bahia forneceu um resultado poderoso ao atual presidente, que na época da campanha usava o boné do CPX (que dentro das facções criminosas significa cupincha, ou seja, amigo do crime) nas eleições do ano passado. Essa mesma população que se revoltou e protestou queimando pneus e causando baderna no dia 24, votou em peso no candidato que defendeu política de desencarceramento, desarmamento da população civil e penas mais brandas para quem “roubar um celular pra tomar uma cervejinha”. O que mais chama atenção em tudo isso é que eles não se deram conta de que ao votar no PT, foram a favor do governo que apresentou os piores resultados de segurança pública e educação do país e contra os resultados de redução dos índices de homicídios e criminalidade apresentados pelo governo Bolsonaro.
Confesso que dá vontade de dizer: “Faz o L”, mas não acredito que dessa forma poderemos colaborar para despertar essas pessoas para o real problema, primeiro porque em um momento de tanta dor temos o dever de nos colocar no lugar do próximo e segundo porque isso não resolve o problema.
Sendo assim, o que fazer, então? Abrir os olhos das pessoas que sofreram com essa perda inestimável: – Muitos de vocês foram complacentes com isso. Suas mãos estão sujas de sangue. Há um ditado que diz: “A gente colhe o que a gente planta”, se nós plantamos política de desencarceramento, alívio das penas por crimes, desarmamento da população de bem, liberação de assaltos, incentivo à facções, assalto aos cofres públicos, vamos colher mortes de inocentes, aumento da criminalidade e destruição das famílias
Ponto interessante esse da destruição da família. Para que os objetivos da esquerda possam ser alcançados precisam da destruição total da família, da religião, dos bons costumes, da moral e da ética. Nós sabemos muito bem que não foi o presidente que foi lá e matou o menino, mas as ações tomadas e o exemplo deixado pelo atual presidente nos empurra para esse tipo de tragédia.
Voltemos então, caros leitores, àquela mãe que teve de entregar o filho que estava em seus braços à polícia técnica para que fosse feita a perícia. No seu semblante uma dor insuportável, nos seus ombros o peso de quem não cumpriu com o seu dever de mãe e protetora, na sua memória o sorriso alegre do seu filho. Ao entregar o corpo do menino, ela percebeu que suas mãos estavam sujas com o sangue do garoto. Será que ela se deu conta que pouco mais de 60% (Lula teve 63,41% dos votos validos em Lauro de Freitas) dos seus vizinhos, parte inclusive daqueles que se revoltaram, tinham sangue do seu filho nas mãos?
A ignorância é o vetor de transmissão do vírus da esquerda. Não é à toa que os estados que apresentam menores índices educacionais fornecem maiores votações ao PT. Quanto mais ignorante, mais manipulável, quanto mais manipulável, menor a capacidade de perceber o sangue em suas mãos.
O pior de tudo é que a solução desse problema é demorada e árdua. E se queremos antecipar isso devemos arregaçar as mangas desde já, devemos nos instruir, estudar, ficar atentos ao que nossos filhos aprendem na escola, ao que eles assistem na televisão, onde eles estão indo, com quem estão andando, firmar compromisso com a verdade custe o que custar e sobretudo despertar a consciência de outras pessoas que possam despertar outras pessoas, que possam despertar outras pessoas até que elas mesmas consigam perceber o sangue que está em suas mãos.
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