
A pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu uma nova temperatura nesta quinta-feira (12). O partido Novo protocolou oficialmente um novo pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, fundamentado no artigo 39 da Lei 1.079/1950. A acusação é direta: o magistrado é suspeito e não possui as condições de imparcialidade necessárias para relatar os processos relacionados ao escandaloso Banco Master.
O que dá força avassaladora a este documento não é apenas a tese jurídica, mas o fato de seis senadores de peso terem colocado suas assinaturas no papel, desafiando a hegemonia da toga em Brasília.
A lista reúne nomes que têm sido a voz do cidadão conservador e que agora unificam forças para exigir a moralidade no Judiciário brasileiro:
| Senador(a) | Partido/Estado |
| Eduardo Girão | Novo-CE |
| Damares Alves | Republicanos-DF |
| Magno Malta | PL-ES |
| Carlos Portinho | PL-RJ |
| Oriovisto Guimarães | PSDB-PR |
| Styvenson Valentim | PSDB-RN |
Além deste “grupo de frente” no Senado, diversos deputados federais de variadas siglas também endossaram o documento, mostrando que a indignação com as decisões de Toffoli transbordou as fronteiras das casas legislativas.
Diferente de tentativas anteriores, este pedido foca na suspeição direta do ministro em relação ao Banco Master. Para os senadores, permitir que Toffoli continue à frente destes processos é um tapa na cara da sociedade e uma violação flagrante da Lei de Impeachment.
O recado enviado hoje ao presidente do Senado é claro: não há mais espaço para “acordões” ou gavetas trancadas. Com seis assinaturas de senadores de relevância nacional, o processo ganha uma legitimidade política que o sistema terá muita dificuldade em ignorar.
