Atlético-MG e Cruzeiro se enfrentam nesta quinta, às 19h30, na Arena MRV, com transmissão ao vivo pelo Premiere.

Vingança política Lula: Em editorial publicado na quarta‑feira, 28, o jornal norte‑americano The Wall Street Journal criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, rotulando as medidas adotadas contra o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) como "vingança política". O texto, intitulado "ao vencedor do Brasil, a vingança política", aponta a apreensão dos passaportes do parlamentar como exemplo de retaliação. O WSJ ainda destaca que Flávio não foi formalmente acusado de crime e que, por isso, tem motivos para desconfiar de um julgamento justo.
A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sob a justificativa de risco de fuga. Segundo o editorial, a medida viola a expectativa de que vencedores políticos sejam gentis com os vencidos, citando declaração de Lula em debate de campanha de que, ao perder a imunidade parlamentar, Bolsonaro enfrentaria todo tipo de investigação. O WSJ relata ainda que os Estados Unidos concederam vistos a Flávio e sua família, classificando a ação como "uma oferta justificável de proteção política".
Flávio Bolsonaro está alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Um deles, sob relatoria de Moraes, apura possível lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas; o outro investiga o financiamento da cinebiografia "Dark Horse", sobre o ex‑presidente Jair Bolsonaro. O senador nega qualquer irregularidade nos dois casos, mas o WSJ ressalta que a falta de acusação formal não impede a percepção de perseguição política.
O editorial lembra que Lula, durante campanha, afirmou que, sem imunidade parlamentar, Bolsonaro seria alvo de investigações, e que escolheria o homem para encontrar o crime. O WSJ contrapõe essa promessa ao tratamento dado ao filho de Bolsonaro, sugerindo que o governo está usando o Judiciário como ferramenta de retaliação. O jornal também critica a atuação de Moraes, afirmando que a decisão de processar politicamente um parlamentar deveria ser competência do procurador‑geral, não do ministro.
Leia também: Bahia vence São Paulo na chuva da Fonte Nova e avança ao G‑5.
Ao comentar a condenação do ex‑presidente por liderar a tentativa de golpe de 2022, o WSJ descreve a votação como tendenciosa, mas elogia o ministro Luiz Fux por votar pela absolvição de Bolsonaro nos cinco crimes imputados. O editorial encerra questionando se o Brasil conseguirá manter um Estado de Direito forte, alertando que países que transitam da liberdade para a autocracia costumam ver um demagogo assumir o Judiciário e prender opositores. Não está claro, segundo o jornal, se as instituições brasileiras resistirão a esse cenário.
Atlético-MG e Cruzeiro se enfrentam nesta quinta, às 19h30, na Arena MRV, com transmissão ao vivo pelo Premiere.
