
O governo do Partido dos Trabalhadores na Bahia, que já caminha para duas décadas de hegemonia, está consolidando um legado que preocupa economistas e aterroriza o futuro das próximas gerações: uma montanha de dívidas que não para de crescer. Desde que assumiu o poder em 2007, a gestão petista já autorizou mais de R$ 35 BILHÕES em empréstimos, transformando o estado em um dependente crônico de crédito bancário.
A diferença de postura fiscal entre o atual modelo e as gestões anteriores é gritante. Para fins de comparação, durante o período de 12 anos em que o grupo liderado por Paulo Souto esteve à frente do estado, o volume de empréstimos contratados foi de apenas R$ 1,3 bilhão. Na prática, o PT já tomou quase 30 vezes mais crédito, mas os serviços básicos, como segurança e educação, continuam entregando resultados medíocres ao cidadão.
Se Jaques Wagner e Rui Costa abriram a porteira dos empréstimos, o atual governador Jerônimo Rodrigues decidiu derrubar a cerca. Em menos de três anos de mandato, Jerônimo já conseguiu a autorização de R$ 23 bilhões. Nunca se viu, na história da Bahia, um volume tão astronômico de dinheiro tomado em tão pouco tempo.
“O governo trata o dinheiro público como se fosse um cheque em branco. Pedem bilhões em regime de urgência na Assembleia, sem apresentar projetos detalhados, e a maioria governista aprova de olhos fechados”, afirma uma das vozes da oposição na ALBA.
O discurso oficial é sempre o mesmo: “obras de infraestrutura” e “investimentos”. No entanto, o que o baiano vê na ponta é:
Especialistas alertam que o custo desses empréstimos, corrigidos por juros e taxas de longo prazo, pode engessar o orçamento estadual por décadas. O resultado prático é um estado cada vez mais endividado, comprometendo a capacidade de futuros governadores de investirem com recursos próprios.
A pergunta é inevitável: até quando o governo da Bahia vai sustentar sua propaganda com o dinheiro que os nossos netos ainda terão que pagar? O “modelo PT” de governar parece ter encontrado uma fórmula perigosa: gasta-se hoje o que não se tem, e entrega-se amanhã uma conta impagável.
