
Moradores denunciam aumentos de até 90% no IPTU, furando a “trava” prometida pela Prefeitura. O que era tratado como “modernização” se revela um confisco.
Por Redação Sem Censura TV | Lauro de Freitas – BA 26 de Janeiro de 2026
A “profecia” se cumpriu, mas a realidade está se mostrando ainda mais cruel do que o previsto. Em setembro de 2025, o vereador Tenóbio (PL) publicou um vídeo-denúncia alertando que a chamada “modernização” do Código Tributário (PLC 001/2025) era uma armadilha para o contribuinte de Lauro de Freitas.
Agora, em janeiro de 2026, com a lei em vigência e os carnês chegando às residências e comércios, o cenário é de caos e revolta. E o pior: a única garantia que a população achava que tinha — a tal “trava” de aumento — parece ter sido ignorada.
Durante a tramitação do projeto, a gestão municipal tentou amenizar o impacto anunciando um limitador para o primeiro ano (2026): o aumento não passaria de 50% para residências e 70% para comércios.
Porém, as denúncias que chegam à redação do Sem Censura TV mostram um desrespeito flagrante à própria lei aprovada. Moradores e comerciantes estão relatando reajustes que rompem essa barreira, com casos documentados de aumentos que chegam a 90% em relação ao ano anterior.
“É um confisco disfarçado de imposto”, relata um comerciante local que prefere não se identificar por medo de represálias. “Prometeram 70% de teto, o que já era absurdo, mas meu boleto veio quase o dobro do ano passado. Como vou manter as portas abertas?”
Como Tenóbio explicou didaticamente em seu alerta meses atrás, a trava servia apenas como um “anestésico” para aprovar o projeto sem revolta popular imediata. O plano era soltar o peso total do aumento (valor venal de mercado + inflação) a partir de 2027.
Contudo, a “fome” arrecadatória da prefeitura parece ter atropelado o próprio cronograma. Se a trava já está sendo desrespeitada agora, o cidadão laurofreitense teme o que virá nos próximos anos quando as limitações caírem por completo.
Além do IPTU residencial, o setor produtivo está em choque. A nova fórmula da TFF (Taxa de Fiscalização), agora baseada na receita bruta e não mais na complexidade do negócio, está inviabilizando pequenas empresas. No setor da construção, a proibição de deduzir materiais comprados de terceiros do cálculo do ISS encarece obras e ameaça gerar desemprego em massa.
Em seu vídeo de setembro, Tenóbio foi categórico: “Diante da quantidade imensa de impostos altos e ineficientes, qualquer proposta que vise aumentar esses tributos será refutada por mim”. Ele avisou que a lei dava poderes excessivos e vagos à prefeitura para arbitrar valores.
Hoje, com boletos na mão e a conta estourando o orçamento, a população percebe que a pressa em aprovar o projeto não visava “justiça fiscal”, mas sim inflar os cofres públicos para cobrir rombos de gestão, ignorando a capacidade de pagamento do povo.
O Sem Censura TV segue recebendo denúncias. Se o seu IPTU veio acima do teto estipulado, envie seu relato. A população precisa cobrar explicações imediatas sobre esse descumprimento legal.
Relembre o alerta feito antes do caos:
