
O Ministério da Saúde anunciou que a suspensão da imunização com a vacina do Butantan contra a dengue a partir desta segunda-feira (8) após 42 casos de reações adversas, entre eles duas mortes suspeitas registradas.
Os 42 casos representam 0,008% do total de 500 mil pessoas imunizadas até 30 de maio e estão sob investigação para saber se há relação direta com a vacinação.
Os profissionais de saúde formam a maioria do público vacinado: 417 mil pessoas. Outras 83,6 mil pessoas, entre 15 e 49 anos, foram vacinadas em Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) – e da região de Araguaína, em Tocantins. De acordo com o ministério, não houve relato de eventos adversos entre os moradores dessas regiões.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (8/6) que ainda não há evidências suficientes para estabelecer uma relação de causalidade entre a vacina da dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e os três casos graves registrados após a aplicação do imunizante, incluindo dois óbitos.

Entre os episódios considerados graves, está o caso de uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas, seis dias após receber a vacina.
Ela evoluiu para um quadro compatível com dengue grave, com choque e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI), mas recebeu alta hospitalar.
Outro caso envolve uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave associados a comprometimento neurológico, incluindo meningoencefalite, 19 dias após a vacinação. O quadro acabou evoluindo para óbito.
O terceiro caso é o de um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após receber o imunizante e evoluiu rapidamente para um quadro de dengue grave com choque refratário. O paciente também morreu.
