
Arsenal vence Liverpool: O Arsenal encerrou um longo jejum e venceu o Liverpool por 1 a 0, neste domingo, em Anfield, pela nona rodada da Premier League. O gol da vitória foi marcado por Kai Havertz, e a última vez que os Gunners haviam vencido o Liverpool no estádio, pelo campeonato, tinha sido em setembro de 2012. A partida também foi um lembrete de que o Liverpool, dono da casa, segue cobrando eficiência de sua equipe.
O Liverpool gerou muito volume ao longo dos 90 minutos, mas as chances claras foram raras. No primeiro tempo, uma falta cobrada por Florian Wirtz bateu na trave, e Alexis Mac Allister desperdiçou um cabeceio de frente para o gol. Os Reds até tiveram a posse, mas erraram em momentos decisivos, confundindo velocidade com pressa.
Na etapa final, a superioridade com a bola foi ainda maior, com o Arsenal encurralado em seu próprio campo e a torcida empurrando a equipe o tempo todo. Mesmo assim, faltaram calma e capricho nos instantes decisivos para sair de Anfield pelo menos com o empate. Quando o domínio não se converte em gol, a pressão acumulada pesa e abre espaço para o adversário.
O lance que abriu o placar nasceu de um passe ruim de Alisson no tiro de meta. O Arsenal recuperou a bola e, após boa troca de passes, Declan Rice encontrou um ótimo cruzamento para Havertz completar na segunda trave. Foi um gol importante também para o próprio atacante alemão.
Antes do confronto, Havertz vinha sendo criticado por atuações inconsistentes e por números abaixo do esperado. Ele tinha três gols e uma assistência em 13 jogos pelo Arsenal na temporada, marca considerada modesta para um atacante de seu nível. O tento contra o Liverpool muda a leitura sobre o momento do jogador e dá fôlego à equipe londrina.
O Arsenal suportou a pressão do Liverpool no primeiro tempo, tarefa sempre complicada em Anfield, reduzindo os rivais a finalizações sem grande perigo. A equipe mostrou um sistema defensivo bem organizado e teve escapadas no ataque que poderiam ter rendido mais. Esse equilíbrio foi decisivo para o resultado.
Na segunda etapa, porém, os Gunners tiveram dificuldade para sair da pressão adversária e perderam a bola rapidamente, o que permitiu ao Liverpool manter o controle da partida. Em uma das poucas investidas, Christos Tzolis chutou com desvio, e Alisson fez uma defesa de destaque. Considerando o peso do confronto e o tropeço recente do Manchester City, a equipe poderia ter adotado postura ofensiva mais ambiciosa após o intervalo.
Para o Liverpool, o recado é de processo em andamento. O time vem obtendo ótimos resultados na Premier League sob Andoni Iraola e avançou na Copa da Liga Inglesa ao eliminar o Chelsea. O estilo de pressão alta e a verticalidade com bola ainda estão em fase de adaptação, e faltam entrosamento e leitura melhor dos momentos da partida. Há evolução visível, mas, na avaliação do material analisado, existe hoje um degrau entre o Liverpool e rivais diretos como o Arsenal.
Na leitura de quem cobra resultados imediatos, o caso do Liverpool mostra que dominar o jogo em casa não basta. Quem não aproveita as chances perde pontos que podem fazer falta no fim da temporada. Já o Arsenal ganha duas coisas ao mesmo tempo: a confiança de vencer um rival direto e a tranquilidade de ter uma defesa sólida, característica que costuma sustentar equipes em disputas longas.
Os dois clubes voltam a jogar na quarta-feira, dia 4, pela Champions League, ambos como visitantes. O Liverpool enfrenta o Fenerbahçe, na Turquia, às 14h45 (horário de Brasília), contra um adversário em crise. O Arsenal encara o Slavia Praga, também sem vitórias até aqui na competição, às 17h (horário de Brasília). Para os dois, são jogos em que a obrigação de vencer será grande.
