
O cenário político e jurídico da capital federal entrou em estado de alerta máximo nesta semana. O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, oficializou a troca de sua equipe jurídica, um movimento que investigadores e analistas interpretam como o passo definitivo para a assinatura de um acordo de delação premiada.
A mudança ocorre em um momento crítico: a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já formou maioria (3 a 0) para manter a prisão preventiva do empresário, investigado na Operação Compliance Zero por fraudes bilionárias e corrupção.
Enquanto isso, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta quarta-feira (18) prorrogar o inquérito do caso Master por mais 60 dias. O pedido havia sido encaminhado pela PF (Polícia Federal).
O regimento interno do STF prevê que, uma vez instaurado o inquérito, a PF deve reunir em 60 dias os elementos necessários para concluir a investigação. Para isso, tem de realizar inquirições e demais diligências necessárias para elucidar os fatos.
As regras internas do tribunal preveem que o relator do inquérito poderá autorizar a prorrogação do prazo sob requerimento fundamentado da PF ou do procurador-geral da República, que deverão indicar as diligências que faltam ser concluídas.
Delação pode ter efeito devastador para o STF e políticos do PT
Delação de Vorcaro mira autoridades e políticos em BrasíliaFoto: Divulgação/Banco Master/ND Mais
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negocia um acordo de delação premiada no âmbito das investigações sobre supostas fraudes envolvendo a instituição financeira. As tratativas têm potencial assombroso de atingir políticos de diferentes partidos e autoridades com atuação em Brasília.
De acordo com o Estadão, o caso já teria repercussões que alcançam integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal), além de lideranças políticas associadas ao chamado Centrão e o próprio PT.
Ainda segundo a reportagem, há menções a integrantes do governo federal. Entre eles, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, ambos com atuação anterior no governo da Bahia durante o período de expansão das operações do banco no estado.
Interlocutores próximos a Vorcaro indicam que a possível colaboração premiada pode abranger negócios realizados na Bahia, incluindo operações relacionadas à Ebal (Empresa Baiana de Alimentos) e a programas de crédito consignado para servidores públicos.
CENSURA EM AÇÃO: O cerco contra a liberdade de expressão e a fiscalização ganha mais um capítulo preocupante no cenário político baiano. O vereador Tenóbio (PL), atuante em Lauro de Freitas, foi novamente alvo de uma determinação que o obriga a apagar de suas plataformas digitais um material em que expõe as falhas da administração […]
