
O governo dos Estados Unidos está prestes a desferir um golpe mortal na logística das maiores facções criminosas da América Latina. O Departamento de Estado norte-americano concluiu a documentação para incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO). O processo, que já recebeu aval técnico sob a gestão de Donald Trump, segue agora para apreciação no Congresso dos EUA.
Ao serem tratados como grupos terroristas, o PCC e o CV sofrerão sanções que o sistema judiciário brasileiro, muitas vezes lento e leniente, não consegue aplicar com a mesma eficácia:
A medida segue o rigor adotado contra o Cartel de Jalisco (México) e o Tren de Aragua (Venezuela), nivelando o crime organizado brasileiro ao que há de mais perigoso no mundo.
Surpreendentemente ou não, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva manifestou forte oposição à iniciativa americana. A gestão petista utiliza argumentos técnicos para tentar blindar as facções dessa classificação internacional:
“Autoridades brasileiras argumentam que o PCC e o CV não possuem motivação política ou ideológica, característica essencial para o conceito de terrorismo.”
Além disso, o Planalto levanta a bandeira da soberania nacional, alegando que a designação pode abrir caminho para que os EUA ampliem sua atuação e intervenção em operações contra o crime organizado dentro do território brasileiro.
