DE FRENTE COM TRUMP: Lula confirma viagem aos EUA para questionar prisão de Maduro e defender “soberania” da ditadura

Enquanto Trump agiu para capturar o ditador venezuelano, petista classifica operação como "grave" e insiste em dialogar com herdeira do chavismo, Delcy Rodríguez.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta segunda-feira (27), que viajará aos Estados Unidos em março para um encontro “olho no olho” com o presidente americano Donald Trump. O anúncio foi feito durante sua chegada ao Panamá para o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, mas o que chama a atenção é a pauta que o petista pretende levar à Casa Branca.

Em um momento em que o mundo observa os desdobramentos da intervenção militar dos EUA na Venezuela que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro no início de janeiro, Lula parece disposto a ir à “cova dos leões” para criticar a ação americana.

Defesa do Indefensável?

Enquanto a queda de Maduro é vista por grande parte do mundo livre como um alívio, Lula insiste na narrativa da esquerda. O presidente brasileiro classificou a operação que prendeu seu aliado histórico como um “episódio grave” e criticou o que chama de “lei do mais forte” nas relações globais.

Segundo Lula, a viagem servirá para discutir “democracia” e a crise na Venezuela. A contradição é evidente: o petista quer falar de democracia justamente defendendo a “soberania” de um regime que, até semanas atrás, oprimia seu próprio povo.

Lula afirmou que “espera que os venezuelanos encontrem sua própria solução”, ignorando que, por anos, essa “solução” foi impedida pela bota do autoritarismo que ele sempre evitou condenar com firmeza.

Diálogo com a Sucessora do Chavismo

Ignorando a nova realidade geopolítica imposta pela ação de Trump, Lula revelou que pretende conversar em breve com Delcy Rodríguez, a presidente interina da Venezuela e peça-chave da engrenagem chavista. O objetivo seria “entender a projeção política do país”, mas, na prática, sinaliza que o Brasil continua buscando legitimar o que restou do grupo de Maduro.

“Reformar” o Mundo

Além da questão venezuelana, Lula quer usar o encontro presencial para pregar suas habituais reformas no sistema internacional e nas instituições globais, alegando que a governança mundial vive um momento crítico.

O presidente brasileiro disse querer reduzir “ruídos diplomáticos” através desse contato direto. Resta saber como Donald Trump, que agiu energicamente contra a ditadura vizinha, reagirá ao ouvir sermões sobre “prudência” vindos de quem passou anos passando pano para o regime de Caracas.

O Sem Censura TV acompanhará de perto essa visita em março. Será que Lula terá coragem de defender Maduro cara a cara com quem mandou prendê-lo?

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