DISCURSO VS. REALIDADE: Prefeita de município que ocupa 334ª posição no ranking de “Desenvolvimento Socioeconômico” agradece Lula por “resgate da pobreza”

Em palanque montado para o PAC Saúde, a prefeita Dai Santana emocionou-se ao citar infância de privações e agradecer ao presidente pelo "resgate". No entanto, os números da segurança e da economia na Bahia de 2026 contam uma história bem diferente da narrativa oficial.

Em um discurso carregado de emoção e lágrimas durante um evento do PAC Saúde na Bahia, a prefeita de Gandu, Dai Santana (conhecida como Dai de Leo de Neco), viralizou nas redes sociais ao declarar que o presidente Lula “resgatou o país da margem da pobreza”. No entanto, enquanto o palco político era adornado por agradecimentos, os números oficiais da Bahia e do próprio município de Gandu contam uma história bem diferente — e muito mais cruel.

O “Oásis” do Discurso contra o Deserto dos Dados

A fala da prefeita, que se colocou como “fruto das políticas públicas” do PT, ignora que a Bahia, sob gestão petista há quase duas décadas, ostenta índices que envergonhariam qualquer administrador.

Se o resgate da pobreza fosse um fato, como explicar que 46% da população baiana ainda vive abaixo da linha da pobreza? Ou que o estado detém, sistematicamente, uma das maiores taxas de desemprego do Brasil, fechando o primeiro trimestre de 2025 com amargos 10,9% de desocupação?

Gandu: A Realidade Atrás dos Holofotes

O contraste mais gritante aparece quando olhamos para a própria casa da prefeita. Apesar do discurso de “ascensão”, os dados do IGMA (Índice de Gestão Municipal Aquila) revelam uma Gandu estagnada:

  • Ranking de Vergonha: No pilar de “Desenvolvimento Socioeconômico e Ordem Pública”, Gandu ocupa a amarga posição 334 de 417 municípios baianos.
  • Economia Fragilizada: O PIB per capita de Gandu (cerca de R$ 18,6 mil) é quase metade da média estadual, evidenciando que a “riqueza” celebrada no palanque não chegou à mesa do cidadão ganduense.

“A missão de resgatar vidas tem que ser dada seguimento”, disse a prefeita. Mas, para os moradores de Gandu, o “seguimento” parece ser o de permanecer na rabeira do desenvolvimento estadual.

Bahia: A Capital Nacional da Violência

Não se pode falar de “resgate” sem falar de segurança. Sob o domínio do PT, a Bahia se transformou no estado mais letal do Brasil. Com mais de 4.000 mortes violentas em 2025, o governo estadual assiste à exportação de medo, com cidades baianas dominando o topo do ranking das mais perigosas do país.

Enquanto a prefeita pedia um abraço ao presidente, milhares de baianos clamam por segurança básica, educação de qualidade e empregos que não dependam de favores políticos.

Conclusão: O Teatro do PAC

O evento em Salvador pode ter rendido boas fotos e vídeos emocionantes para a militância, mas a matemática é apolítica. A Bahia lidera o desemprego, lidera a violência e mantém o Nordeste como refém de assistencialismo que, embora necessário para a sobrevivência, não tem se traduzido em emancipação econômica real.

O “resgate” de Dai Santana parece ter ocorrido apenas para a elite política, enquanto o povo de Gandu continua lutando para subir da 334ª posição no ranking do desenvolvimento.

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