
Em uma manhã ensolarada, de um dia especial, uma visão me faz confirmar duas velhas certezas que trago comigo: “É a Verdade que Liberta” e “Deus é brasileiro”.
Após uma campanha, atípica e conturbada, onde alguns brasileiros, os que não se deixaram levar pela paixão ideológica e os que eram apaixonados pelo lado direito, puderam ver claramente, um favorecimento explícito, exercido pelos juízes do jogo para o lado esquerdo. 30 de outubro de 2022, enfim é chegado o dia da decisão do segundo turno das eleições presidenciais brasileira, um dia que para os que apenas viam a procissão passar, a grande maioria do povo brasileiro, era só mais uma eleição presidencial. O que parecia mais um dia normal de eleição passou a ser, a partir do início das apurações e até a proclamação do resultado por volta das 20:00, um dos momentos mais tensos para os brasileiros que carregavam o andor da procissão e para uma grande quantidade que acompanhavam de perto a procissão.
Antes de continuar minha visão desse acontecimento tão importante e que já faz parte da nossa história, deixa eu explicar essa analogia que faço entre a eleição e uma procissão.
Em uma procissão existem 3 grupos de pessoas:
Voltemos aos fatos, por volta de 20:00 com o resultado se consolidando, começamos a ouvir o estouro de alguns fogos e algumas tímidas comemorações, algumas delas vindas de dentro de presídios, outras em comunidades controladas pelo tráfico, onde seus líderes disparavam suas armas em tom de ameaça, nesse momento tive a convicção de que algo iria acontecer, só não conseguia ainda imaginar o que seria.
O dia 31 amanheceu, para um grande número de pessoas, com uma sensação parecida com a ressaca dos 7×1, só que com uma ponta de indignação por termos a percepção clara de que o juiz não foi imparcial, o sentimento forte de que fomos enganados e uma ponta de insatisfação interna, com nossa incapacidade de mostrar ao mundo o que estava acontecendo em nossa nação. Começava ali, junto
com esse sentimento, um movimento tímido, feito por caminhoneiros que convocaram a categoria para uma paralisação de 72 horas nas estradas.
Assim no dia 1º de novembro, rodovias foram fechadas e se iniciavam por pequenos grupos isolados, um pequeno protesto em frente aos quartéis, o dia seguinte, por ser um feriado nacional, contribuiu para que centenas e depois milhares de pessoas se juntassem aos que já estavam a frente dos quartéis, transformando aquele tímido protesto na maior manifestação popular em número de pessoas e em dias de protestos, até a data da publicação desse artigo, estima-se que mais de 30 milhões de brasileiros tenham participado nos 22 dias ininterruptos de manifestação na frente dos quartéis em quase todos os estados do Brasil.
Essa manifestação, que já é considerada a maior manifestação popular desde a queda do muro de Berlim, é a certeza de que nosso povo acordou e está em movimento de libertação, esse conhecimento da verdade, muito provavelmente trará como resultado prático a revogação da partida final e uma retomada do nosso estado democrático de direito, perdido há meses. Enfim, mais uma vez… o povo venceu.
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