
A corrida presidencial de 2026 acaba de ganhar um componente explosivo. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (11), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, revelou que sua preferência para a disputa sucessória é uma chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro com uma mulher na vice. E o nome escolhido não poderia ser mais forte: a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Para Valdemar, o crescimento da força feminina na política é um fato incontestável e Tereza Cristina representa o ápice dessa evolução. O dirigente foi enfático ao elogiar a aliada:
“Tereza Cristina é um máximo para tudo, até para presidente. Ela era quem eu queria que fosse vice do Bolsonaro na última eleição”, declarou o cacique do PL.
A escolha de Tereza Cristina não é apenas simbólica. Conhecida como a “Musa do Agro”, a senadora possui uma das gestões mais elogiadas da história recente do Ministério da Agricultura, garantindo a interlocução direta com o setor que carrega o PIB do Brasil nas costas.
Ao lado de Flávio Bolsonaro, que carrega o espólio político e a militância fiel do pai, a presença de uma mulher moderada e técnica como Tereza Cristina serve para quebrar barreiras no eleitorado feminino e nas alas mais moderadas da sociedade, que buscam eficiência administrativa aliada aos valores de direita.
Apesar da articulação de Valdemar, o dirigente reconheceu que a palavra final sobre a composição da chapa passará pelo clrivo dos “donos dos votos”. A definição dependerá do próprio Flávio e, principalmente, do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mesmo cumprindo pena em regime fechado na Papudinha em decorrência dos polêmicos processos sobre os eventos de 2022, o capitão continua sendo o maior cabo eleitoral do país e a bússola moral do Partido Liberal. A viabilidade da chapa Flávio-Tereza passa, obrigatoriamente, pela bênção do líder conservador, que mantém influência total sobre a militância, mesmo atrás das grades.
O movimento de Valdemar Costa Neto antecipa o jogo e coloca a esquerda em alerta. Enquanto o atual governo se desgasta em crises internas e ataques à economia, o PL começa a desenhar uma alternativa que une o carisma da família Bolsonaro à solidez técnica de Tereza Cristina.
