
A visita de Luiz Inácio Lula da Silva a Salvador nesta sexta-feira (6) cruzou a linha do razoável. Sob o pretexto de entregar ambulâncias do SAMU e equipamentos de saúde comprados com o dinheiro do contribuinte, o presidente protagonizou um espetáculo de culto à personalidade, campanha eleitoral antecipada e afronta aos valores religiosos da maioria da população.
Longe de um discurso de estadista, o que se viu foi um político obcecado pelo poder terreno, disposto a ridicularizar o sofrimento do povo e a usar a máquina pública para garantir as eleições de 2026.
Em um dos momentos mais estarrecedores do discurso, Lula revelou seu apego visceral ao poder, chegando a desdenhar da perspectiva espiritual da vida eterna. Ao falar sobre sua saúde e vitalidade aos 80 anos, o petista disparou:
“Eu tô tentando fazer um acordo com Deus… Eu não quero ir pro céu. Eu quero ficar aqui… Deixa eu aqui nesse martírio. Esse inferno da terra, eu gosto tanto dele que eu não quero ir pro céu.”
Para a comunidade cristã, a declaração soa não apenas como soberba, mas como uma inversão de valores. Enquanto a fé cristã enxerga esta vida como passageira e o Céu como a glória final, Lula afirma “gostar do inferno”, desde que ele esteja no comando. A frase expõe a mentalidade de quem enxerga o trono presidencial como o único “paraíso” possível.
Não satisfeito, ele ainda convocou aliados a “injuriar” parlamentares religiosos no Congresso, usando a Bíblia como ferramenta de ataque político, incitando o ódio justamente contra a bancada que defende valores conservadores.
A “alma mais honesta do país” também mostrou sua faceta mais insensível. Ao comentar sobre as críticas à sua gestão, Lula ridicularizou um cidadão anônimo que reclamava da situação econômica, chamando-o de “palhaço”.
“Esses dias eu vi um palhaço… dizendo assim: ‘O Lula falou que acabou com a fome, mas eu sinto fome de manhã, sinto fome na janta’… Olha, isso é, sinceramente, não tem adjetivo para falar o que é uma pessoa dessa.”
A lógica do presidente é perversa: se a propaganda oficial diz que a fome acabou, o cidadão que sente o estômago roncar está mentindo ou é um “palhaço ridículo”. Para Lula, a narrativa do partido vale mais do que a realidade da geladeira vazia do brasileiro.
A cerimônia foi, na prática, um crime eleitoral a céu aberto. O evento institucional foi sequestrado para lançar a chapa de 2026.
Por fim, Lula reescreveu a história econômica recente, alegando que o Brasil “nunca mais cresceu acima de 3%” depois que ele saiu e só voltou a crescer quando ele retornou. Ignorou crises globais, pandemias e os próprios escândalos de corrupção do PT que afundaram o país. Ele se vendeu como a única fonte de prosperidade da nação, em um discurso populista desenhado para enganar os desavisados.
Lula deixou claro hoje que seu projeto não é governar o Brasil, mas sim se perpetuar no poder a qualquer custo. Ao dizer que prefere o “inferno da terra” ao Céu e ao chamar de “palhaço” quem tem fome, ele tira a máscara do “pai dos pobres” e mostra a face do coronelismo moderno.
