O governo norte-americano retirou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane, da lista de sancionados da Lei Magnitsky.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou neste domingo (16) que o Cartel de los Soles — grupo apontado por investigações norte-americanas como comandado pelo ditador venezuelano Nicolás Maduro — será oficialmente designado como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês). A decisão, divulgada por Rubio em publicação no X, representa a mais dura medida já adotada por Washington contra o regime chavista e pode abrir base jurídica para operações militares mais amplas no país vizinho.
Segundo Rubio, o cartel “corrompeu instituições da Venezuela” e atua conjuntamente com outras organizações terroristas, além de ser responsável pelo tráfico de drogas para EUA e Europa. Autoridades americanas afirmam que o grupo opera em parceria com o Tren de Aragua, organização criminosa transnacional envolvida no envio de cocaína e outras drogas para a América do Norte.
A medida ocorre em meio à escalada militar ordenada por Donald Trump nas últimas semanas. Desde outubro, os EUA intensificaram bombardeios contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico, destruindo 21 barcos usados por narcotraficantes. Segundo levantamento da AFP, ao menos 83 pessoas ligadas às redes de tráfico morreram em ações norte-americanas em águas internacionais. Na sexta-feira (14), Trump deu início à operação militar “Lança do Sul”, liderada pelo Comando Militar Sul, que mobiliza cerca de dez navios de guerra, 12 mil militares e o porta-aviões USS Gerald R. Ford — o maior do mundo — que entrou neste domingo no Mar do Caribe.
Analistas observam que a designação do cartel como FTO pode ser a peça que faltava para habilitar ações militares diretas contra o núcleo do regime venezuelano, uma vez que o enquadramento como terrorismo permite operações ofensivas no exterior. Ao mesmo tempo, Trump afirma estar disposto a conversar com Maduro, declarando que “qualquer conversa é possível”, embora tenha deixado claro que a pressão militar continuará.
Maduro, por sua vez, alterna gestos de tensão e diplomacia: convoca milícias para resistir a uma eventual invasão, mas ao mesmo tempo fala em “paz” e tenta sinalizar abertura. No sábado (15), chegou a cantar Imagine, de John Lennon, em evento público. Enquanto isso, a ofensiva norte-americana avança, e cresce a percepção de que o contexto militar e a classificação do Cartel de los Soles aproximam a região de um novo ponto de inflexão na crise venezuelana.
O governo norte-americano retirou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane, da lista de sancionados da Lei Magnitsky.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone, nesta quinta-feira (11), com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e reiterou que o líder venezuelano pode contar com o respaldo de Moscou diante do aumento das tensões com os Estados Unidos, segundo informou o Kremlin.
Delegações da Ucrânia e dos Estados Unidos vão se reunir nesta quarta-feira (10) para tratar dos planos de reconstrução e desenvolvimento econômico do país no pós-guerra, anunciou o presidente Volodymyr Zelensky no Telegram.
