Falsas promessas: Jerônimo diz ter cumprido 92% do que prometeu mas relatório aponta apenas 36%

Governador petista afirmou não se sentir frustrado com a ausência de entregas.

Pré-candidato à reeleição, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) disse nesta quarta-feira (22) que cumpriu 92% das promessas feitas na campanha de 2022, mas o número real é bem diferente da declaração do petista. Segundo levantamento do portal g1, Jerônimo executou apenas 36% do que foi prometido na campanha de quatro anos atrás.

A declaração foi dada durante sabatina no programa Resenha das 7, da rádio Bahia FM. Na entrevista, o governador petista afirmou não se sentir frustrado com a ausência de entregas, apesar de levantamento apontar que 64% das promessas ainda não foram cumpridas.

Segundo o portal g1, das 92 promessas feitas em 2022, o governador cumpriu apenas 33, o que equivale a 36%. Embora Jerônimo não reconheça publicamente, diversas obras e ações para capital e interior não foram entregues ou nem começaram. É o caso, por exemplo, da Ponte Belmonte-Canavieiras, prometida ainda pela gestão de Jaques Wagner (2007-2014).

Jaques Wagner, Lula, Jerônimo Rodrigues e Rui Costa

Jerônimo também não concluiu, segundo o levantamento, barragens para regiões do interior baiano, como Morrinhos, Casa Branca, Jaguaribe, Catolé e Baraúnas.

Na infraestrutura, o governo Jerônimo prometeu acesso à telefonia celular nas zonas urbanas e rurais em mais 200 localidades do estado. Contudo, pouco mais de 50% do prometido foi entregue.  O petista também não entregou Zonas Especiais de Indústrias e de Serviços, num estado que detém a segunda pior taxa de desemprego do Brasil, segundo o IBGE, com 9,2%, atrás apenas do Amapá.

Ainda na infraestrutura, o governador prometeu entregar parte da obra da Ponte Salvador-Itaparica e não cumpriu.

Na saúde, Jerônimo não entregou integralmente os hospitais regionais de Amargosa/Jaguaquara, do Sisal de Ibotirama, de Guanambi, de Alagoinhas, de Valença e da macrorregião Norte/Centro-Norte. Além disto, não implantou a maternidade de alto risco no Hospital Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas. 

Na segurança pública, o governo não cumpriu integralmente o sistema de monitoramento de câmeras nas áreas urbanas e rurais e também não criou a Comissão Estadual de Gerenciamento de Crises.

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