
A viagem e as apresentações ocorreram no contexto das investigações abertas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que ameaça impor tarifas de até 25% sobre diversos produtos brasileiros em retaliação a disputas comerciais entre os dois países.
O eixo central da argumentação do senador foi a tentativa de isolar o Pix e os exportadores nacionais das sanções americanas. Flávio protocolou documentos exigindo que o sistema instantâneo de pagamentos não seja incluído na retaliação, destacando que a ferramenta é uma solução consolidada de inclusão financeira que atende milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres.
A presença do senador na capital norte-americana gerou intensa troca de farpas com o governo federal. Integrantes do Partido dos Trabalhadores e ministros acusaram a família Bolsonaro e a oposição de interferirem nas negociações oficiais e agirem contra os interesses do Estado. O Palácio do Planalto, por sua vez, reiterou que não cederá a pressões e que o Pix é inegociável em qualquer acordo com os Estados Unidos.
Apesar das críticas, a postura de Flávio Bolsonaro repercutiu fortemente entre seus apoiadores, consolidando a narrativa de defesa da inovação tecnológica, da redução burocrática e do livre mercado, em contraponto à sede arrecadatória que o senador atribui à atual administração.
