
O governo de Israel elevou o nível de prontidão militar para o patamar máximo nesta quarta-feira (18), após relatórios de inteligência apontarem para um risco iminente de ataque por parte do Irã. A decisão envolve a mobilização de reservistas e o posicionamento estratégico de baterias de defesa em todo o país, sinalizando que a retaliação contra o regime de Teerã é vista como inevitável pelas autoridades de Tel Aviv.
A tensão escalou drasticamente após a Casa Branca, sob o comando de Donald Trump, reafirmar que os Estados Unidos não aceitarão qualquer agressão contra Israel, prometendo usar “todo o poder de fogo” americano para destruir alvos estratégicos em solo iraniano caso o conflito comece.
Diferente de crises anteriores, a estratégia atual prevê uma atuação direta das forças americanas ao lado das Forças de Defesa de Israel (FDI). Trump já teria autorizado o deslocamento de porta-aviões e esquadrões de caças para a região, formando uma “muralha de ferro” para desencorajar o Irã. Israel, por sua vez, deve adicionar sua frota de caças F-35 e sistemas de mísseis de longo alcance para neutralizar as capacidades nucleares iranianas em uma eventual ofensiva.
Apesar do imenso poder ofensivo da coalizão entre Israel e EUA, há um ponto de preocupação latente no gabinete de segurança: a saturação dos sistemas de defesa aérea. Especialistas alertam que, embora o Domo de Ferro (Iron Dome) seja eficiente, um ataque massivo e simultâneo com centenas de drones e mísseis balísticos pode sobrecarregar os estoques de interceptores.
A possibilidade de uma guerra aberta entre Israel e Irã já provoca reflexos na economia mundial, com o preço do petróleo subindo e as bolsas de valores operando com cautela. Enquanto os EUA fecham questão com Tel Aviv, a Rússia e a China pedem moderação, embora evitem condenar diretamente as movimentações de Teerã.
